
Quem disse que água é obstáculo para o verdadeiro sertanejo? Nem mesmo uma chuva teimosa — daquelas que parecem querer testar a fé alheia — foi capaz de esfriar os ânimos na noite desta sexta-feira, 29 de agosto, na Arena de Barretos.
E olha, não foi pouco não. O céu desabou, mas a dupla Zezé Di Camargo e Luciano, com aquele jeitão clássico de quem já viu de tudo, subiu no palco e simplesmente… esquentou o clima. Ou melhor, incendiou!
Milhares de pessoas, sim, milhares — encharcadas, mas com um sorriso de orelha a orelha — cantaram cada música como se o sol estivesse a pino. E a dupla, ah, a dupla retribuiu com uma energia que, sério, dava pra sentir até debaixo d'água.
Setlist emocionante e hits atemporais
Eles não pouparam esforços. Começaram forte e foram construindo uma noite que misturou clássicos consagrados — aqueles que a gente sabe de cor até dormindo — com momentos surpresa que arrancaram gritos e lágrimas (e não era só da chuva).
- "É o Amor" soou como um hino coletivo;
- "Sem Medo de Ser Feliz" ganhou um significado novo sob as gotas;
- E "Vem Cuidar de Mim"… bem, essa aí ninguém segurou o coração.
Luciano, com aquela voz que atravessa tempestades, e Zezé, no violão, formando aquele duo que só eles sabem fazer — parecia até combinado com o tempo, tamanha a dramaticidade do momento.
Fãs são a verdadeira prova de amor
E não dá pra falar do show sem falar do público. Gente de todo canto, grudada umas nas outras, capa de chuva, poncho, alguns até sem nada — encarando a água fria como se fosse detalhe. Teve pai com filho no colo, casal se abraçando, grupo de amigos pulando como se estivesse num clube.
— A gente não veio por causa do tempo, veio por causa deles — disse uma fã, completamente ensopada, mas com os olhos brilhando. E isso resume tudo.
Barretos mais uma vez mostrou por que é a capital do rodeio e do agito. A Festa do Peão 2025 mal começou e já tem história pra contar. E que história.
Restou a certeza: alguns shows viram eventos. Outros, como esse, viram lenda.