
Pois é, meus amigos! O Rio de Janeiro acaba de ganhar mais uma razão para comemorar — e não é pouco coisa não. Aquelas vozes potentes que ecoam pela Marquês de Sapucaí, que arrepiam a gente e dão vida às histórias das escolas de samba, agora são, oficialmente, patrimônio cultural do estado.
Isso mesmo que você leu. Os intérpretes de samba-enredo, figuras absolutamente centrais — mas muitas vezes esquecidas — no universo do carnaval carioca, receberam um reconhecimento que já devia ter vindo há tempos. A governadora Cláudia Castro sancionou a lei e, pronto: tá decretado. É história!
Mas por que essa decisão é tão importante?
Ah, cara… sem o intérprete, o samba vira só letra no papel. É ele quem coloca a emoção, o grito, o suingue. Quem não se lembra do Jamelão, do Neguinho da Beija-Flor, ou da querida Imperatriz Leopoldinese com seu intérprete puxando "É Hoje"? É arrepio na certa. Eles não cantam — eles contam histórias. E agora, essa tradição está devidamente valorizada e protegida.
E olha, a coisa não foi do nada não. Teve muita mobilização da classe, de associações, de gente que entende que cultura se preserva com gesto concreto — e não só com discurso.
E o que muda na prática?
- Visibilidade: Os intérpretes ganham mais destaque como guardiões de uma tradição cultural.
- Valorização simbólica: É um reconhecimento público do seu papel fundamental na identidade carioca.
- Fomento indireto: A medida ajuda a pressionar por políticas mais concretas de apoio a esses artistas.
Nada mais justo, não é? Afinal, o samba-enredo é uma das expressões mais autênticas e vibrantes da nossa cultura. E quem dá voz a ele merece todo respeito — e agora, todo o status de patrimônio também.
É o Rio fazendo aquilo que sabe de melhor: valorizando quem faz a festa, a emoção e a história acontecerem de verdade.