Rainha de bateria retorna à Sapucaí após 14 anos e revela uso de medicamento para ansiedade
Luciana Picorelli, rainha de bateria da União do Parque Acari, fez um retorno marcante ao Carnaval carioca após ficar 14 anos longe dos desfiles na Marquês de Sapucaí. A modelo, que enfrenta uma luta contra depressão severa e síndrome do pânico, compartilhou um momento íntimo e revelador minutos antes de entrar na avenida.
Revelação do uso de Rivotril para controlar o nervosismo
Em entrevista concedida pouco antes do desfile, Luciana Picorelli admitiu estar nervosa, mas destacou o apoio recebido da agremiação. “Eu vou entrar com medo mesmo e um pouquinho de Rivotril que tomei ali atrás”, confessou a rainha de bateria, referindo-se ao medicamento que afeta o sistema nervoso central e é comumente utilizado como tranquilizante para pacientes com crises de ansiedade.
O Rivotril, conhecido por seu efeito calmante, foi uma ferramenta que Luciana utilizou para enfrentar o desafio emocional de retornar ao Carnaval após tanto tempo afastada. A modelo desfilou com adereços adquiridos na 25 de Março, famosa rua do Rio de Janeiro por vender produtos acessíveis, e sambou de maneira tímida, mas conseguiu conter a emoção durante a apresentação.
Contexto da luta contra a depressão e síndrome do pânico
A revelação de Luciana Picorelli sobre o uso de Rivotril ocorre no contexto de sua batalha pessoal contra problemas de saúde mental. A depressão severa e a síndrome do pânico são condições que exigem tratamento contínuo e, em muitos casos, o uso de medicamentos como parte do manejo dos sintomas.
O retorno ao Carnaval representa não apenas um momento profissional, mas também um passo significativo em sua jornada de recuperação. A União do Parque Acari demonstrou solidariedade e apoio à rainha de bateria, garantindo que ela tivesse o suporte necessário para enfrentar o desfile.
Este episódio destaca a importância de discutir a saúde mental no ambiente do entretenimento e do Carnaval, onde a pressão e a exposição podem agravar condições preexistentes. A coragem de Luciana em compartilhar sua experiência pode inspirar outras pessoas a buscar ajuda e a não esconder suas lutas.
