Morre aos 87 anos Didi, o cabeleireiro que criou o icônico topete de Pelé
Morre Didi, cabeleireiro que criou o topete de Pelé

Morre aos 87 anos Didi, o cabeleireiro que criou o icônico topete de Pelé

João Araújo, mais conhecido como Didi, o cabeleireiro que ficou famoso por criar o inconfundível topete de Pelé, faleceu nesta terça-feira (24), aos 87 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. A informação foi confirmada pela família e divulgada pelo portal g1, que apurou que o óbito ocorreu devido a complicações após cirurgias no intestino.

Internação e complicações de saúde

Didi estava internado no hospital Beneficência Portuguesa desde o início de fevereiro, após realizar uma série de exames de imagem. No dia 12, ele passou por uma cirurgia no intestino, mas sofreu sérias complicações que exigiram uma nova intervenção cirúrgica uma semana depois. Na madrugada de terça-feira, o idoso sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

O velório será realizado a partir das 10h na Beneficência Portuguesa, com a cerimônia prevista para durar até às 15h40. Em seguida, o cortejo seguirá para a cremação, marcada para as 16h no Memorial Necrópole Ecumênica, localizado no bairro do Marapé, em Santos.

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Uma amizade que marcou décadas

Didi tinha entre 15 e 16 anos quando Pelé entrou pela primeira vez em sua barbearia, situada próxima ao estádio da Vila Belmiro. Desde então, ele acompanhou de perto a trajetória do Atleta do Século XX, não apenas como profissional, mas como um grande amigo. Em muitas ocasiões, Pelé chegou a se referir a Didi como um irmão.

Foi Didi o responsável pela criação do famoso topete que se tornou uma marca registrada do Rei do Futebol em todo o mundo. Em entrevista ao g1 há três anos, o cabeleireiro afirmou que qualquer barbeiro gostaria de ter Pelé como cliente, destacando a honra e o carinho que sentia por aquele vínculo.

O impacto da morte de Pelé

Em depoimento ao g1, a filha de Didi, Célia Araújo, revelou que o pai sofreu profundamente com a morte de Pelé, ocorrida em dezembro de 2022. Segundo ela, foi a partir desse momento que Didi começou a apresentar problemas de saúde mais sérios, abalado emocionalmente pela perda do amigo íntimo.

"Depois da morte do Pelé, eu acho que ele se abateu demais. Mexeu bastante com ele", lamentou Célia. Didi, que já estava aposentado e havia parado de atender no salão há algum tempo, deixou a esposa e três filhos.

Legado e memórias compartilhadas

Os presentes que Didi recebeu de Pelé ao longo dos anos ficavam expostos por toda a barbearia, como testemunhos de uma amizade duradoura. Entre as lembranças mais preciosas, havia um quadro do trimundial de 1970 com um autógrafo especial do Rei do Futebol, que dizia: 'Para o Didi, maior barbeiro do Brasil'.

Em entrevista concedida após a morte de Pelé, Didi afirmou que sempre guardaria a imagem do jogador como a de um verdadeiro amigo. "Só tenho coisas boas para falar sobre ele", declarou, na época, reforçando o laço afetivo que ultrapassava a relação profissional.

A trajetória de Didi não se resume apenas aos cortes de cabelo; ela se entrelaça com a história do futebol brasileiro, através da figura icônica de Pelé. Sua morte marca o fim de uma era, mas as memórias e o legado desse vínculo único permanecem vivos.

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