Janja usa hanbok coreano em jantar de Estado para fortalecer diplomacia cultural com Coreia do Sul
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, protagonizou um momento marcante na diplomacia brasileira durante uma visita oficial à Coreia do Sul. Em um jantar de Estado oferecido pelo presidente sul-coreano Lee Jae-myung e pela primeira-dama Kim Hye-kyung, Janja optou por um hanbok, o traje tradicional coreano, em uma escolha que vai além da moda e se insere no campo da estratégia política internacional.
Uma superprodução diplomática cuidadosamente planejada
O look de Janja foi uma verdadeira superprodução, abrangendo não apenas o vestuário, mas também cabelo e maquiagem, todos alinhados para transmitir uma mensagem de respeito e integração cultural. O hanbok escolhido apresentava a silhueta clássica, com uma saia ampla de cintura alta, conhecida como chima, e uma jaqueta curta estruturada, chamada jeogori. A peça exibia construção e acabamento refinados, semelhante ao usado pela anfitriã Kim Hye-kyung, com pequenas variações cromáticas que destacavam a atenção aos detalhes.
Embora não tenham sido divulgadas informações públicas sobre o estilista ou ateliê responsável pela confecção do hanbok, algo comum em peças institucionais ou cedidas diplomaticamente, a produção indicava um trabalho sob medida. Os tecidos nobres e o caimento estruturado sugeriam uma versão contemporânea do hanbok cerimonial, distante das opções turísticas, reforçando o caráter solene do evento.
O simbolismo por trás da escolha do traje
O hanbok é reconhecido como vestimenta tradicional nacional na Coreia do Sul e é frequentemente usado em cerimônias formais e ocasiões especiais. Ao adotar esse traje, Janja não apenas homenageou a cultura local, mas também posicionou-se em sintonia com a primeira-dama anfitriã, uma jogada importante em encontros diplomáticos onde a comunicação não verbal carrega um peso simbólico significativo.
O cabelo de Janja apareceu com acabamento polido, modelado em ondas suaves e volume controlado, enquanto a maquiagem seguiu uma linha de pele iluminada, olhos marcados e lábios em tonalidade rosada. Essa estética dialoga tanto com o protocolo ocidental quanto com a delicadeza visual associada à beleza coreana contemporânea, criando uma ponte entre as duas culturas.
A moda como ferramenta de poder e diplomacia
A escolha de Janja reflete uma tendência crescente entre líderes e cônjuges de chefes de Estado: utilizar a moda como uma ferramenta de poder e diplomacia. Ao priorizar um traje tradicional local em vez de um designer brasileiro, a primeira-dama enfatizou a diplomacia cultural, uma estratégia que promove proximidade e gera uma recepção pública positiva no país visitado.
Essa abordagem não se limita ao impacto visual; ela reforça uma narrativa de cordialidade e integração entre Brasil e Coreia do Sul, objetivos centrais de um jantar de Estado. A imagem transmitida por Janja foi de uma primeira-dama consciente do papel político da moda, capaz de usar seu estilo para fortalecer laços internacionais e demonstrar respeito pelas tradições alheias.
Em resumo, a atuação de Janja em Seul exemplifica como a moda pode ser empregada de forma estratégica na arena diplomática, transformando um simples traje em um símbolo de cooperação e entendimento mútuo entre nações.