Bill Gates rompe silêncio sobre caso Epstein e nega acusações graves
O fundador da Microsoft, Bill Gates, finalmente quebrou o silêncio nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, após uma nova onda de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein trazer seu nome novamente para o centro do escândalo sexual que envolveu uma extensa rede de exploração de mulheres, incluindo menores de idade. Em entrevista exclusiva ao canal australiano 9News, o bilionário expressou profundo arrependimento por ter mantido contato com o falecido financista.
Arrependimento público e negação veemente
Bill Gates foi categórico ao afirmar que se arrepende de cada minuto que passou na companhia de Jeffrey Epstein. "Fui tolo em passar tempo com ele", declarou o filantropo, caracterizando a aproximação como um verdadeiro "beco sem saída". O empresário revelou que conheceu Epstein em 2011 e, durante aproximadamente três anos, participou de jantares com o objetivo de discutir potenciais investimentos em empreendimentos científicos.
Segundo Gates, Epstein se apresentava como um conectador influente, afirmando conhecer muitas pessoas muito ricas que poderiam ser convencidas a doar recursos para causas de saúde global. No entanto, o fundador da Microsoft foi enfático ao negar qualquer participação em festas promovidas pelo financista ou visitas à sua infame ilha privada, local onde grande parte dos abusos sexuais teria ocorrido.
Acusações específicas e controvérsia documental
Os novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na última sexta-feira, 30 de janeiro, contêm mais de 3 milhões de páginas entre e-mails, mensagens de texto, notícias e relatórios de investigação, além de 180 mil imagens e 2.000 vídeos. Entre esse material, surgiram alegações particularmente graves contra Gates.
Em rascunhos de e-mail atribuídos a Epstein, o financista alega que Gates manteve relações extraconjugais e que sua relação incluía "ajudar Bill a conseguir drogas para lidar com as consequências de seus encontros sexuais com mulheres russas", além de facilitar encontros ilícitos com mulheres casadas. Uma mensagem posterior, também supostamente escrita por Epstein, acusa Gates de ter implorado com lágrimas nos olhos para que deletasse e-mails sobre uma infecção sexualmente transmissível (IST).
Bill Gates respondeu com veemência a essas acusações, classificando os e-mails como "falsos" e questionando as motivações por trás deles. "Aparentemente, Jeffrey escreveu um e-mail para si mesmo. Esse e-mail nunca foi enviado. O e-mail é falso", afirmou o bilionário. "Não sei qual era o pensamento dele nisso. Ele estava tentando me atacar de alguma forma?"
Reação de Melinda French Gates e impacto pessoal
A divulgação dos novos documentos trouxe consequências pessoais significativas para Gates. Sua ex-esposa, Melinda French Gates, que se divorciou do bilionário em 2021, falou publicamente sobre o assunto em entrevista ao podcast Wild Card da emissora norte-americana NPR. Ela afirmou que os arquivos a fizeram relembrar momentos "muito dolorosos" do casamento e exigiu respostas claras do ex-marido.
"Então, quaisquer perguntas que ainda existam, coisas que eu nem consigo começar a saber completamente, essas perguntas são para aquelas pessoas e até para o meu ex-marido. Eles precisam responder por isso, não eu", declarou Melinda. "E estou muito feliz por estar longe de toda aquela sujeira."
Contexto mais amplo do caso Epstein
O caso Epstein continua a reverberar internacionalmente, envolvendo diversas figuras públicas de alto perfil. Além de Bill Gates, os documentos recentemente divulgados contêm referências a personalidades como:
- O ex-presidente Donald Trump
- O bilionário Elon Musk
- O secretário de Comércio Howard Lutnick
- O bilionário britânico Richard Branson
Nomes brasileiros também aparecem nos arquivos, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o empresário Eike Batista. É importante ressaltar que as meras citações não implicam necessariamente em envolvimento criminal por parte dessas personalidades.
A Fundação Gates já havia se posicionado anteriormente sobre as acusações, emitindo um comunicado à imprensa no qual classificou as alegações como "absolutamente absurdas de um mentiroso conhecido". A organização enfatizou seu compromisso contínuo com a filantropia global, apesar das controvérsias pessoais envolvendo seu cofundador.
Este episódio revela como o legado de Jeffrey Epstein continua a impactar relações pessoais e reputações públicas anos após sua morte, mantendo vivo um dos maiores escândalos sexuais da história recente.
