Torcedores do Atlético-MG sofrem hostilidade após clássico: cenas lamentáveis em BH
Torcedores do Atlético hostilizados após clássico em BH

Não deu outra. O clássico mineiro mais uma vez mostrou que a rivalidade entre Atlético e Cruzeiro é muito mais que um jogo de futebol — é uma paixão que, quando mal conduzida, descamba para a barbárie. Logo após o apito final, que consagrou o Cruzeiro, a atmosfera nas redondezas do estádio ficou pesada, carregada de uma energia negativa que ninguém merece vivenciar num domingo à tarde.

Torcedores do Galo, ainda digerindo a amarga derrota, se viram encurralados por grupos de cruzeirenses exaltados. Não foram discussões amistosas ou brincadeiras entre rivais — foram provocações agressivas, gestos de desdém e um clima de intimidação que deixou famílias inteiras apreensivas. Alguns chegaram a ser seguidos por quarteirões, sob gritos e ameaças veladas. Uma cena lamentável, pra dizer o mínimo.

Ah, o futebol… capaz de unir e de separar, de emocionar e de entristecer. Mas uma coisa é certa: ninguém deveria sair de um estádio com medo. Com a sensação de que torcer pelo seu time pode custar caro. Infelizmente, o que se viu foi uma minoria estragando o prazer da maioria — porque sim, a grande maioria só quer curtir o esporte, vibrar e seguir a vida.

Não é brincadeira

O pior de tudo é que situações como essas não são novidade. Todo clássico grande no Brasil parece carregar esse fantasma — uns mais, outros menos. Em BH, a rivalidade é histórica, intensa, e às vezes… excede os limites. E não vem me dizer que «são apenas palavras» ou «zoação normal entre rivais». Quando uma pessoa se sente acuada, ameaçada, perseguida — algo errado está acontecendo.

Alguns torcedores relataram ter que mudar de calçada, esconder camisas, ou até mesmo pedir ajuda de policiais para conseguirem chegar aos carros com segurança. Sério mesmo? Isso é futebol ou um campo de batalha?

E agora?

Enquanto uns comemoram a vitória dentro do estádio, outros parecem preferir a «vitória» nas ruas — do tipo que humilha, que oprime, que tira a paz. É triste ver que, em pleno 2025, ainda precisamos lembrar que o futebol é uma festa. Uma competição. Não uma guerra.

Que o próximo clássico seja diferente. Que prevaleça o respeito — até porque, no fim das contas, todos amamos o mesmo esporte. Só torcemos por cores diferentes.