Brasileira é eliminada na Austrália e vê adiado sonho de acesso à elite do surfe mundial
A catarinense Laura Raupp se despediu nesta quarta-feira da etapa de Newcastle, na Austrália, última parada da temporada do Challenger Series da WSL (World Surf League), com uma eliminação que adiou seu sonho de garantir uma vaga na elite do surfe mundial. Atual campeã brasileira e sul-americana, Laura chegou ao evento com chances reais de classificação para o Circuito Mundial, mas acabou eliminada logo no Round de 32, encerrando suas possibilidades nesta temporada.
Eliminação dolorosa em bateria disputada
A brasileira terminou em terceiro lugar na segunda bateria da fase, somando 9,40 pontos, atrás da australiana Ziggy Aloha Mackenzie, que venceu com 9,93 pontos, e da israelense Anat Lelior, que avançou em segundo lugar com 9,74 pontos. A australiana Charli Hately foi a quarta colocada. A eliminação foi particularmente dolorosa porque Lelior era uma das rivais diretas na disputa pelas vagas na elite, tornando o resultado ainda mais significativo para as classificações finais.
Melhor temporada da carreira não basta para classificação
Laura, de 19 anos, viveu em 2025 o melhor momento de sua carreira, acumulando os títulos brasileiro e sul-americano. Ela chegou à última etapa do Challenger Series dentro do grupo de surfistas que ainda brigavam por uma vaga no Circuito Mundial, onde sete atletas femininas garantem acesso à elite na próxima temporada. No entanto, a queda precoce em Newcastle acabou com as chances da brasileira de entrar no CT (Championship Tour) neste ano, frustrando suas expectativas após uma campanha promissora.
Consolidação como nome da nova geração do surfe brasileiro
Mesmo com a eliminação na Austrália, Laura encerra a temporada consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração do surfe brasileiro. A jovem surfista já vinha acumulando bons resultados no circuito internacional e mostrou consistência ao longo da temporada, com seu melhor resultado sendo um terceiro lugar na etapa de Ballito, na África do Sul. Esse desempenho reforça o potencial da catarinense para seguir na disputa por uma vaga na elite mundial nos próximos anos, mantendo-a como uma esperança para o futuro do esporte no país.
O adiamento do sonho do Circuito Mundial não apaga os avanços significativos de Laura Raupp em 2025, que a colocaram no radar global do surfe e a estabeleceram como uma atleta a ser observada nas temporadas vindouras, com perspectivas otimistas para sua trajetória profissional.
