Escola de Samba Realiza Mudanças de Última Hora para Desfile de Lula no Carnaval
A Acadêmicos de Niterói, que abriu o desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro de 2026, precisou modificar parte de suas alegorias e fantasias às pressas, a menos de uma semana da apresentação. O enredo da escola era Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, mas a tentativa do governo de evitar questionamentos sobre crime eleitoral levou a alterações significativas.
Pressão do Governo e Alterações Forçadas
Segundo informações exclusivas, interlocutores do governo ligaram para o presidente da escola e para o carnavalesco, solicitando urgência nas medidas para modificar elementos do desfile. A ala Jacarés com cloroquina, que faria alusão a quem tomou vacina contra covid, foi completamente extinta, e seus componentes foram realocados em outras alas da escola.
O carnavalesco Tiago Martins acabou acatando as mudanças sem ter como argumentar contra as alterações ao seu trabalho, demonstrando a pressão exercida sobre a produção artística do Carnaval.
Facilitação das Mudanças e Contexto do Desfile
Como nenhuma fantasia foi vendida, todas foram doadas pela escola, o que facilitou a reconfiguração de última hora. Isso permitiu que a Acadêmicos de Niterói ajustasse sua apresentação rapidamente, embora sob circunstâncias controversas.
O desfile ocorreu no Sambódromo do Rio de Janeiro, marcando a abertura do Grupo Especial, com a escola buscando homenagear Lula em seu enredo, mas enfrentando interferências políticas que impactaram a liberdade criativa do evento.
Essa situação levanta questões sobre a influência governamental em manifestações culturais como o Carnaval, um tema que tem gerado debate entre especialistas e o público em geral.