Badi Assad lança álbum '35 anos musicais' em junho: autobiografia sensorial
Badi Assad lança '35 anos musicais' em junho

A cantora, compositora e violonista paulista Badi Assad lança no dia 2 de junho o álbum '35 anos musicais', descrito como uma autobiografia sensorial que foge da retrospectiva linear. A artista, que completará 60 anos em 23 de dezembro de 2026, apresenta um trabalho que reflete sua vivência e trajetória musical.

Um álbum além do tempo

Embora o título sugira 35 anos de carreira, o primeiro álbum de Badi, 'Dança dos tons', foi lançado em 1989, há 37 anos. Para a artista, o que importa é a experiência acumulada. 'Entre palcos e estradas, aeroportos e silêncios, fui atravessando geografias visíveis e invisíveis. De cidade em cidade, de país em país, mas, sobretudo, de dentro pra dentro', escreve Badi no poema-manifesto que acompanha o disco.

O lançamento ocorre apenas sete meses após o álbum anterior, 'Parte de tudo isso' (2025), editado em 6 de novembro do ano passado. A obra de Badi é conhecida por sua sonoridade singular, que combina canto, violão, percussão corporal e vocalizações.

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Repertório brasileiro

'35 anos musicais' é um álbum de intérprete, com 12 faixas gravadas em diferentes momentos e estúdios, em sessões presenciais e colaborações à distância. O repertório é composto exclusivamente por músicas brasileiras, com destaque para clássicos da memória popular nacional.

A única exceção é 'Básica' (Tatiana Cobbett, 2002), a composição mais recente do disco. As demais faixas incluem desde a centenária toada caipira 'Tristezas do Jeca' (Angelino de Oliveira, 1926) até o clássico contemporâneo 'Desde que o samba é samba' (Caetano Veloso, 1993).

Clássicos revisitados

Badi Assad reaviva a valsa da era do rádio 'Boa noite, amor' (José Maria de Abreu e Francisco Matoso, 1936), entra no mar de Dorival Caymmi com 'Canção da partida (Suíte do pescador)' (1957), percorre 'Estrada do sol' (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1958) e cai no samba 'A banca do distinto' (Billy Blanco, 1959).

O repertório inclui ainda sucessos de ícones da MPB dos anos 1970, como 'Comportamento geral' (Gonzaguinha, 1972), 'Joana Francesa' (Chico Buarque, 1973), 'Ponta de areia' (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974) e 'Linha de passe' (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1979). Um medley com dois temas de domínio público, 'Se essa rua fosse minha' e 'Fui no tororó', completa o álbum.

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