Super-Homem voa sobre ringue em bloco de carnaval de Olinda que completa 19 anos
Uma tradição que já dura quase duas décadas agitou o carnaval de Olinda neste domingo (15). O bloco Mucha Lucha, conhecido por suas lutas mascaradas irreverentes, montou seu ringue característico no Alto da Sé e reuniu foliões de todas as idades, incluindo crianças e idosos, para momentos de descontração e brincadeira.
Satira a super-heróis com muita irreverência
De acordo com Marcus Andrey, um dos fundadores do bloco, o Mucha Lucha foi criado como uma sátira ao bloco Enquanto Isso na Sala da Justiça, que também desfila no Alto da Sé no domingo de carnaval com participantes vestidos de super-heróis. "A gente resolveu fazer o Mucha Lucha para chamar os heróis para a briga. É um bloco que não sai, que não tem orquestra. A gente fica só aqui no 'esquenta' e cada herói que passa e até as fantasias mais inusitadas que aparecem entram no ringue. Tem muita irreverência", explicou Andrey.
O voo do Super-Homem emociona foliões
O momento mais esperado do evento foi quando o Super-Homem, interpretado pelo enfermeiro veterinário Darlan Gomes, de 50 anos, voou sobre o ringue montado. A cena causou delírio entre os "atletas" que haviam se "digladiado" momentos antes. Gomes contou que a tradição começou há muitos anos: "Eles estavam por aqui. Eu passei em cima de um caminhão, eles ficaram: 'pula, pula, pula', eu pulei e até hoje ficou essa amizade".
Casais compartilham experiências especiais no ringue
Para muitos participantes, o Mucha Lucha tem um significado especial. O casal Stuart Marcelo e Giselle Matias, por exemplo, tem grande apreço pela cultura mexicana e inclusive se casou no México. "Eu sempre adorei a cultura mexicana, e eu acho massa isso de 'lucha libre'. Aí a gente foi casar no México e eu disse que esse ano teríamos que vir, e estamos aqui", disse Stuart, que trabalha como designer.
Outro casal, o servidor público Eduardo Montenegro e a professora Raquel Coimbra, experimentou pela primeira vez entrar no ringue com máscaras que ganharam de presente de uma prima que mora no México. Montenegro brincou sobre ter "perdido" para uma criança: "Antes a gente vinha para o bloco apenas olhar, essa foi a primeira vez mascarados. Foi ótima a luta. Eu lutei com uma criança que me bateu muito. Há controvérsias [de ter perdido a luta]. A criança me bateu muito, então, eu acho que é toda uma interpretação".
Já Raquel contou com orgulho sua vitória contra a 'Vovó maravilha': "Foi muito boa a experiência, eu fiz uma 'luta de pilates' com a Mulher Maravilha, que era 70+, mas eu a venci com um peteleco no meio da testa".
Tradição que une gerações no carnaval pernambucano
O bloco Mucha Lucha se consolidou como uma das atrações mais originais do carnaval de Olinda, misturando elementos da cultura mexicana com a irreverência característica da festa pernambucana. A presença do Super-Homem voando sobre o ringue tornou-se um momento icônico que emociona tanto participantes quanto espectadores, reforçando o espírito lúdico e inclusivo da celebração.
