Mestre Ciça, homenageado da Viradouro, celebra emoção de ser 'enredo vivo' no Carnaval
A Unidos do Viradouro desfilou na noite desta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, com o enredo intitulado "Pra Cima, Ciça!", uma homenagem vibrante à trajetória de Moacyr da Silva Pinto, mais conhecido como Mestre Ciça. O ritmista, que marcou profundamente várias gerações de sambistas e se tornou parte fundamental da identidade da escola de samba, foi o grande destaque do desfile no Sambódromo do Rio de Janeiro.
Um momento histórico para o carnaval carioca
Minutos antes de a Viradouro entrar na Avenida, Mestre Ciça concedeu uma entrevista exclusiva à coluna GENTE, onde não conseguiu conter a emoção ao falar sobre a honra de ser transformado em enredo. "Nunca ia imaginar isso. É um momento único na minha vida", declarou o homenageado, visivelmente comovido.
Ele destacou ainda a singularidade da experiência: "Você está conversando comigo, está tocando em mim, sou um enredo vivo no maior carnaval do mundo. Olha que privilégio, que honra". Essas palavras resumem o sentimento de um artista que vê sua história e contribuição cultural sendo celebradas em uma das festas mais icônicas do planeta.
A importância de Mestre Ciça para a cultura do samba
Mestre Ciça não é apenas um nome no carnaval; ele é uma lenda viva cujo trabalho como ritmista influenciou décadas de samba na Viradouro e além. Sua técnica, paixão e dedicação ajudaram a moldar o som característico da escola, tornando-o uma figura essencial para entender a evolução do ritmo no Rio de Janeiro.
O enredo "Pra Cima, Ciça!" não apenas conta sua história pessoal, mas também reflete a rica tradição das escolas de samba em valorizar seus mestres e artistas, transformando suas vidas em espetáculos de cores, música e emoção. Este desfile reforça o papel do carnaval como um palco de reconhecimento cultural e afetivo.
O legado que permanece vivo
Com essa homenagem, a Viradouro não só celebra o passado, mas também inspira futuras gerações de ritmistas e sambistas. A história de Mestre Ciça serve como um lembrete poderoso de como indivíduos podem deixar marcas indeléveis na cultura popular, especialmente em uma festa tão grandiosa e simbólica como o Carnaval carioca.
O desfile desta segunda-feira certamente entrará para a história da escola e do próprio Mestre Ciça, consolidando seu lugar como um ícone do samba e um exemplo de como a arte pode transformar vidas em narrativas inesquecíveis.
