Contrastes na Sapucaí: Juliana Paes brilha enquanto Virginia Fonseca enfrenta desafios
A Marquês de Sapucaí testemunhou um duelo de estilos e experiências durante o desfile das rainhas de bateria no Carnaval 2026. Enquanto a veterana atriz Juliana Paes, de 46 anos, foi amplamente aclamada como rainha da campeã Viradouro, a influenciadora digital Virginia Fonseca, de 26 anos, enfrentou uma série de contratempos durante sua apresentação pela Grande Rio.
Os desafios de Virginia Fonseca na avenida
Longe de seu ambiente natural das redes sociais, Virginia Fonseca teve que se apresentar sem os filtros digitais aos quais está acostumada, e as imperfeições ficaram evidentes. Durante o desfile, a influenciadora precisou se livrar de um pesado acessório de aproximadamente 12 quilos que não conseguiu carregar até o final. Além disso, teve que fazer uma pausa para recolocar adequadamente seu tapa-sexo, que havia se deslocado durante a apresentação.
A polêmica em torno de sua participação foi amplificada pelo fato de que Fonseca compareceu a poucos ensaios da escola, o que desagradou significativamente a comunidade carnavalesca. Seu desempenho na avenida não conquistou o público, resultando em vaias audíveis ao longo de sua apresentação. "É muita emoção isso aqui", comentou a influenciadora, sem demonstrar reação mais explícita às críticas recebidas.
O triunfo experiente de Juliana Paes
Em contraste marcante, Juliana Paes viveu um momento de glória ao comandar a bateria da Viradouro, escola que sagrou-se campeã do Carnaval 2026. A atriz, que retornou ao posto de rainha de bateria após dezessete anos de ausência, foi recebida com esfuziantes aplausos por toda extensão da avenida.
Paes protagonizou uma cena memorável ao liderar surdos e tamborins do alto de um luxuoso carro alegórico, revivendo com maestria sua última aparição como rainha em 2009. "Não tem idade para vestir a fantasia", defendeu a atriz, demonstrando toda sua experiência e majestade carnavalesca durante a apresentação.
O contexto do desfile
A tão aguardada travessia das rainhas de bateria pela Sapucaí neste ano deixou de lado o tom político que havia marcado partes da festa para se concentrar nas performances individuais. O evento destacou as diferentes abordagens ao papel de rainha de bateria:
- A experiência cênica e carnavalesca de Juliana Paes
- A adaptação desafiadora de Virginia Fonseca ao ambiente da avenida
- As expectativas diferentes do público em relação a cada personalidade
- A importância da preparação e dos ensaios para o sucesso no desfile
O desfile serviu como um microcosmo das transformações no Carnaval contemporâneo, onde tradição e modernidade, experiência profissional e influência digital se encontram na passarela mais famosa do Brasil. Enquanto algumas escolas abraçam figuras das redes sociais para atrair novos públicos, outras mantêm sua ligação com artistas consagrados que possuem histórico comprovado na folia.
As reações contrastantes do público às duas rainhas refletem debates mais amplos sobre autenticidade, preparação e o verdadeiro significado de representar uma escola de samba na Marquês de Sapucaí. Para Juliana Paes, foi um retorno triunfal; para Virginia Fonseca, uma lição sobre as demandas físicas e emocionais do maior espetáculo da Terra.