Escolas do Grupo Especial brilham no Carnaval 2026 de Nova Friburgo com desfiles emocionantes
As escolas de samba do Grupo Especial abriram a programação dos desfiles neste domingo (15) em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, levando para a Avenida Alberto Braune uma explosão de alegria, glamour, irreverência e samba no pé. As apresentações começaram às 20h10 de domingo (15) e se estenderam até as 2h00 da madrugada de segunda-feira (16), encantando um público que lotou a avenida, cantando, sambando e vivenciando cada momento de emoção ao lado dos integrantes das agremiações.
Imperatriz de Olaria busca o bicampeonato com enredo sobre felicidade
A Imperatriz de Olaria foi a primeira escola a desfilar na noite de domingo, em busca do bicampeonato, após vencer o Carnaval de 2025. A agremiação trouxe para a avenida o enredo “Sob o Olhar da Felicidade”, com um samba-enredo que fazia alusão ao samba-hino popular: “Abre a porta e a janela, já raiou um novo dia e venha dizer também pra ela: te amo, Imperatriz de Olaria.” Neste ano, a variação foi: “Abre a porta e a janela, um novo dia raiou…”.
As alas estavam cheias e coloridas, com desfilantes animados, enquanto os carros alegóricos abrilhantaram o desfile com sua imponência. Alegorias muito altas, repletas de detalhes e cores vibrantes, chamaram a atenção. Destaque para a alegoria da coroa, símbolo da escola, que fugiu do tradicional e veio branca, com muitas luzes, destacando-se na avenida em meio a tanto colorido.
Alunos do Samba surpreende com enredo histórico e incidente técnico
A Alunos do Samba, escola do distrito de Conselheiro Paulino, foi a segunda a desfilar, apresentando o enredo “Procura-se, Bandoleiro Mão de Luva”. A comissão de frente arrancou suspiros do público, com dançarinos representando diferentes elementos da história, como a procura pelo ouro, indígenas e forasteiros. Um forasteiro “atirava”, e da arma saíam fogos de artifício, surpreendendo quem assistia.
Em todas as alas, os componentes cantavam o samba-enredo com muita força, e o mesmo se repetiu no público, transformando a avenida em um único coro. A bateria mostrou aos jurados uma paradinha com diferentes ritmos e até coreografia. No entanto, o último carro da escola apresentou problemas: com um eixo defeituoso, não conseguia se manter em linha reta, bateu no gradil que separa o público da avenida e acabou preso à estrutura de transmissão de uma TV local.
Foi necessário mobilizar diversas pessoas para retirar o carro, e o público vibrou intensamente quando conseguiram reverter a situação. O incidente, porém, gerou um grande buraco no andamento da escola, bem em frente à cabine dos jurados, e o carro seguiu pela avenida ainda com dificuldade de manter a linha reta.
Unidos da Saudade transforma a avenida em espetáculo fantasmagórico
A Unidos da Saudade foi a terceira escola a entrar na avenida com um enredo “fantasmagórico”, brincando com o lúdico do medo. A comissão de frente trouxe uma performance “assustadora”, com bailarinos se apresentando e interagindo com o abre-alas. Nos carros e alegorias, o público identificava facilmente elementos do samba-enredo, como a ala “Doçuras ou Travessuras”, a ala dos monstros e a bateria, que contou com uma superprodução.
Muito sincronizada, a bateria apresentou diferentes paradinhas em frente aos jurados, com momentos marcantes como o canto de “escola do povo, respeita a Saudade” e uma pausa dramática no trecho “silêncio” do samba-enredo. Destaque também para o carro das almas penadas, com bailarinos vestidos de fantasmas apresentando coreografia no alto, e o carro da bruxa, com efeitos sonoros de gargalhadas. A escola conseguiu transformar a Avenida Alberto Braune em um espetáculo cheio de surpresas.
Vilage no Samba encerra com enredo sobre Candomblé e equilíbrio na evolução
A Vilage no Samba entrou por último na avenida com o enredo “Candomblé”, encerrando os desfiles do Grupo Especial. Ainda na concentração, a escola realizou uma queima de fogos para marcar sua chegada. A comissão de frente apresentou uma coreografia rica em detalhes e simbolismos, incluindo a representação de um ritual em que um boneco era conduzido até Exu e se transformava em uma criança.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Liana e Lucas, fez uma apresentação que incorporou movimentos inspirados em rituais do candomblé, além de passos em sincronia com a letra e a batida do samba-enredo. A agremiação levou para a avenida alas e carros alegóricos ricos em detalhes, com destaque para o carro que trazia uma águia, símbolo da escola, com movimento das asas, e uma coroa giratória à frente.
Os carros apresentaram efeitos de iluminação, fumaça e fogos que ajudaram a compor a narrativa visual, embora uma das alegorias tenha apresentado falha técnica, com luzes e efeitos que deixaram de funcionar temporariamente. Componentes conseguiram reativar a iluminação, e a alegoria seguiu na apresentação. A Vilage manteve um alinhamento consistente na avenida, sem correria ou abertura de buracos na evolução, demonstrando equilíbrio entre evolução e harmonia do início ao fim, uma característica que se tornou referência na forma como a escola conduz os desfiles.
Com o término do desfile por volta das 2h, o público entrou na avenida e acompanhou a escola até o fim do percurso, encerrando uma noite memorável de Carnaval em Nova Friburgo.
