Festival Lona Aberta transforma Sambódromo de Macapá em palco de arte gratuita
O Sambódromo de Macapá se torna, até este sábado (28), um vibrante centro cultural com a 4ª edição do Festival Lona Aberta, uma iniciativa promovida pela Cia Cangapé que oferece uma programação teatral completamente gratuita ao público. O evento, que conta com apoio da Oca Produções e da Umã Comunicações, é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) do Governo Federal, reforçando o compromisso com a democratização do acesso às artes.
Uma lona aberta para unir experiências artísticas
A proposta central do festival é transformar o espaço em uma verdadeira lona aberta, onde coletivos artísticos se encontram para compartilhar experiências e dar voz à arte como forma de expressão. Esta edição ganha força especial com a participação de três espetáculos nacionais e mais de 17 companhias e artistas locais, todos selecionados por chamamento público, criando uma rica troca que se reflete na qualidade e diversidade das apresentações.
Entre as atrações nacionais, destaca-se o Coletivo FusCirco, do Ceará, que traz dois espetáculos ao festival. Em “O Gran Circo Malabar”, o Palhaço Pitchula conduz o público por uma jornada marcada pelo humor e pela habilidade no malabarismo. Já em “A Risita”, a palhaça Rupi mistura música, malabarismo e palhaçaria em uma performance dinâmica e interativa, repleta de improvisos e comédia.
O Grupo Folhas de Papel, do Pará, apresenta “Magya e Mystério”, um espetáculo que une palhaçaria, mágica e ilusionismo. No palco, um mágico glamouroso e sua assistente atrapalhada criam uma experiência divertida e interativa para todas as idades. Desde 2017, o grupo paraense desenvolve trabalhos que cruzam circo e teatro, já apresentados em festivais e projetos culturais em diversos estados do país.
Amplo alcance com participação de escolas públicas
O festival amplia seu impacto social ao envolver mais de 17 escolas públicas, incluindo turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na programação. As sessões durante o dia foram especialmente pensadas para o público infantil, enquanto as noturnas são abertas a todas as idades, garantindo inclusão e acessibilidade.
O evento começou na terça-feira (24) com a oficina “De Cara com a Rua”, do FusCirco, seguida por um cortejo artístico e a roda de conversa “Os caminhos do circo dentro e fora do picadeiro”. Esta atividade reuniu artistas e pesquisadores para refletir sobre a trajetória, os desafios e as perspectivas da arte circense na região, enriquecendo o diálogo cultural.
Programação diversificada até sábado
A agenda do festival oferece uma variedade de atrações ao longo dos dias. Na quinta-feira (26), as apresentações incluem Pato e Laranjinha, Palhaça Biscoito, Palhaça Xéxéua e a Cia Cangapé pela manhã, com repetições à tarde e o espetáculo “Magya e Mystério” do Grupo Folhas de Papel à noite.
Na sexta-feira (27), a programação continua com Sandro Brito, Cia O Ninho e outros artistas, culminando com “O Gran Circo Malabar” do Coletivo FusCirco à noite. No sábado (28), o encerramento promete ser especial com apresentações da Cia Cangapé, Julio Barbosa e o espetáculo “A Risita” do FusCirco, fechando o festival com chave de ouro.
Com essa iniciativa, o Festival Lona Aberta não apenas entrete, mas também fortalece a cena cultural de Macapá, promovendo a integração entre artistas locais e nacionais e oferecendo uma experiência artística acessível a toda a comunidade.



