Liesa afirma que ampliação do Grupo Especial para 15 escolas depende de votação das agremiações
Ampliação do Grupo Especial do carnaval depende de votação das escolas

Ampliação do Grupo Especial do carnaval carioca depende de aprovação das escolas de samba

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, afirmou na última sexta-feira (20) que a sugestão de ampliação do Grupo Especial do carnaval carioca de 12 para 15 escolas depende de aprovação em plenária pelas próprias agremiações. Segundo David, a mudança no regulamento pode ser realizada dentro do atual modelo de três dias de desfiles, mas está condicionada ao cumprimento de uma série de requisitos para que seja possível atender à demanda apresentada pelo poder público.

"Quem altera o regulamento do carnaval são as próprias escolas. É uma votação em que as 12 escolas participam e podem fazer qualquer tipo de alteração que considerem válida. Essa mudança para 15 escolas é, portanto, uma alteração de regulamento", afirmou o presidente da Liesa.

Condições para implementação da ampliação

Gabriel David explicou ainda que, para que a ampliação possa ser implementada já no próximo carnaval, diversos pontos precisam ser previamente discutidos com o poder público, de forma a demonstrar a viabilidade da proposta antes de sua apresentação em plenária. Entre os temas está o valor da subvenção destinada às escolas, essencial para garantir previsibilidade financeira na elaboração dos desfiles.

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De acordo com o presidente da Liesa, cada agremiação recebeu R$ 14 milhões em repasses públicos no último carnaval. "É necessário um aumento da subvenção da prefeitura para que os repasses acompanhem o que a liga vem garantindo às escolas nos últimos anos e para que a qualidade dos desfiles continue evoluindo. Não pode acontecer de termos um ano em que os 15 desfiles sejam piores do que os 12 do ano anterior por falta de recursos", afirmou David.

Desafios logísticos e financeiros

O dirigente também defendeu que os repasses sejam feitos em datas previamente estabelecidas, e não próximos ao carnaval, prática que, segundo ele, compromete o planejamento e pode impactar negativamente a qualidade das apresentações. Outro ponto destacado diz respeito à infraestrutura.

Atualmente, a Cidade do Samba, localizada na Zona Portuária do Rio e responsável por abrigar os barracões de produção das alegorias e parte das fantasias, não possui capacidade para atender 15 escolas do Grupo Especial. Esta limitação física representa um desafio adicional que precisa ser considerado na discussão sobre a ampliação.

Posicionamento do poder público

O atual prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e o ex-prefeito Eduardo Paes já se manifestaram publicamente de forma favorável à ampliação do número de escolas no Grupo Especial, passando de 12 para 15. Em seu discurso de posse, Cavaliere afirmou que o carnaval carioca passaria a contar com cinco escolas de samba em cada um dos três dias de desfiles.

"O maior espetáculo da terra, o carnaval do Rio, eu acato a sua sugestão e já anuncio: o carnaval do Rio terá 15 escolas", declarou o prefeito. Esta declaração demonstra o apoio político à proposta, mas conforme destacado por Gabriel David, a decisão final depende das próprias escolas de samba e das condições financeiras e logísticas necessárias para garantir a qualidade do espetáculo.

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