Surfe olímpico muda regras para Los Angeles 2028 com redução de vagas da WSL
Surfe olímpico muda regras para Los Angeles 2028

Mudanças nas regras do surfe olímpico para Los Angeles 2028 são anunciadas

A Associação Internacional de Surfe (ISA) divulgou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, as novas diretrizes para a distribuição das vagas no surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A principal alteração é a redução significativa do peso da Liga Mundial de Surfe (WSL) no processo de classificação, o que deve impactar diretamente os atletas brasileiros, que têm se destacado no cenário internacional.

Redução de vagas da WSL e aumento de eventos da ISA

Nos Jogos de Tóquio 2021 e Paris 2024, o circuito de elite da WSL classificou oito mulheres e dez homens. Para Los Angeles, esse número será drasticamente reduzido: apenas dez vagas no total serão destinadas ao ranking da WSL, sendo cinco no masculino e cinco no feminino, com um limite de um atleta por país. A lista final será fechada em meados de junho de 2028, aproximadamente um mês antes do início do megaevento.

No ano passado, o top-5 do circuito masculino contou com dois brasileiros: o paranaense Yago Dora, campeão, e o potiguar Ítalo Ferreira, que ficou em quarto lugar. Sob as regras anteriores, ambos estariam classificados, já que as vagas eram para os dez primeiros, com limite de dois atletas por país. Com as novas regras, apenas Yago Dora estaria na Olimpíada via WSL, ilustrando o impacto imediato dessa mudança.

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Expansão dos Jogos Mundiais de Surfe e outras vias de classificação

Paralelamente, a ISA aumentou o número de vagas dos seus próprios eventos. Os Jogos Mundiais de Surfe (ISA Surfing Games) de 2028 destinarão dez lugares à Olimpíada por gênero, também limitados a um por nação. Além disso, os países com melhor desempenho nas edições de 2026 e 2027 do evento ganharão uma vaga extra.

Em Paris, os Jogos Mundiais do ano olímpico representaram apenas sete vagas por gênero, sendo seis individuais e uma para o país de melhor resultado. O Brasil se beneficiou dessa classificação extra em ambos os naipes, tornando-se a nação com mais representantes naquela edição, com seis atletas: três no masculino e três no feminino.

Além da WSL e dos Jogos Mundiais, os surfistas podem se classificar para Los Angeles por meio de:

  • Torneios continentais: No caso do Brasil, os Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, no Peru, onde o campeão garante vaga olímpica.
  • Vagas universais: Incluem uma vaga para o país-sede e outra destinada a nações em desenvolvimento na modalidade.

Histórico de sucesso do Brasil no surfe olímpico

O Brasil tem um histórico impressionante no surfe olímpico, subindo ao pódio três vezes, mais que qualquer outro país. Em 2021, em Tóquio, Ítalo Ferreira conquistou o primeiro ouro do esporte. Três anos depois, nos Jogos de Paris, o paulista Gabriel Medina ficou com o bronze no masculino, e a gaúcha Tatiana Weston-Webb levou a prata no feminino. Essas conquistas destacam a força do país na modalidade e a importância das novas regras para manter essa competitividade.

As mudanças anunciadas pela ISA visam equilibrar as oportunidades entre diferentes vias de classificação, promovendo uma maior diversidade de nações nos Jogos. No entanto, elas também representam um desafio adicional para os atletas brasileiros, que agora precisarão se adaptar a um sistema mais restritivo na WSL e buscar alternativas em outros eventos para garantir sua presença em Los Angeles 2028.

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