FIFA assegura vaga do Irã na Copa do Mundo de 2026 após diálogo entre líderes
Em um encontro marcante durante a cúpula da paz em Gaza, realizada em Sharm El-Sheik, no Egito, no dia 13 de outubro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, discutiram os preparativos para a Copa do Mundo de 2026. A reunião, que ocorreu na terça-feira (10), resultou em garantias oficiais de que a seleção de futebol do Irã terá permissão para entrar nos Estados Unidos e competir no torneio, mesmo com a guerra em curso no país.
Garantias diplomáticas e contexto do conflito
Infantino relatou que a conversa com Trump abordou não apenas os detalhes logísticos da competição, mas também a situação atual no Irã. O presidente da FIFA enfatizou que Trump reiterou o acolhimento da equipe iraniana, afirmando: "Durante as discussões, o presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos". Esta seria a quarta participação consecutiva do Irã em Copas do Mundo, com seus três jogos da fase de grupos programados para Los Angeles e Seattle.
No entanto, autoridades iranianas haviam expressado dúvidas sobre a participação devido ao conflito, e Trump, em entrevista ao site Político na terça-feira (3), minimizou a importância, declarando: "Eu realmente não me importo se o Irã não jogar a Copa do Mundo" e referindo-se ao país como "muito derrotado". Apesar disso, o compromisso da FIFA em garantir a inclusão de todas as equipes classificadas permanece firme.
Relação entre Infantino e Trump e impacto no futebol global
A proximidade entre Infantino e Trump é notável, com o presidente americano tendo recebido o prêmio inaugural da paz da FIFA, um gesto que muitos especulam ter sido criado especificamente para ele. Essa relação influenciou positivamente as negociações, facilitando as garantias de entrada para a equipe iraniana. Infantino destacou a importância do evento esportivo como unificador, afirmando: "Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas, agora mais do que nunca", e agradeceu a Trump pelo apoio.
Vale ressaltar que, em versões anteriores, torcedores iranianos já enfrentaram restrições de entrada nos EUA devido a políticas de viagem do governo Trump, o que adiciona complexidade ao cenário atual.
Preparações da FIFA e monitoramento da guerra
O diretor de operações da Copa do Mundo da FIFA, Heimo Schirgi, reforçou que o torneio é "grande demais" para ser adiado, mesmo com a turbulência global causada pela guerra entre os EUA, Israel e o Irã. Schirgi afirmou que a organização está monitorando de perto a situação, lidando com ela dia a dia, mas confiante de que a competição ocorrerá conforme planejado. "E a Copa do Mundo vai acontecer, obviamente, certo? A Copa do Mundo é um evento muito grande e esperamos que todos os classificados possam participar", concluiu ele.
Essa decisão reflete o papel do futebol como ponte diplomática em tempos de conflito, com a FIFA atuando para assegurar que o esporte transcenda barreiras políticas. A participação do Irã na Copa de 2026 nos Estados Unidos simboliza um passo significativo nessa direção, embora desafios logísticos e de segurança ainda precisem ser abordados nos próximos meses.
