O Museu do Esporte Clube São Bento será oficialmente aberto ao público neste sábado (2), em Sorocaba (SP). O espaço, localizado no Complexo Humberto Reale, na Vila Hortência, funcionará regularmente aos sábados, das 10h às 16h, com entrada gratuita.
Preservação da memória do clube
Idealizado pela Associação “Vamos Subir, Bento!” (AVSB), o projeto tem como objetivo preservar e expor o patrimônio histórico e cultural do clube. O acervo reúne itens que contam não apenas a trajetória esportiva, mas também a relação do São Bento com a formação social da cidade de Sorocaba.
O coordenador do museu e presidente da AVSB, William Alves, explica que o museu foi baseado, inicialmente, em materiais como troféus e fotos históricas. Com o tempo, o acervo foi enriquecido com doações, como uma máquina de escrever que pertenceu a Ulderico Amêndola, compositor do hino do clube.
“Para organizar e estruturar a narrativa do museu, contamos com o apoio fundamental do coletivo Esquina 130, consultoria de museologia que reúne profissionais de museologia, arquitetura e arqueologia”, afirma William Alves.
Eventos de pré-inauguração
Antes da abertura oficial, o museu teve dois eventos de pré-inauguração voltados a públicos específicos. Na terça-feira (28), sócios e ex-atletas participaram de uma visita exclusiva. Já na quarta-feira (29), aconteceu a cerimônia institucional para autoridades, convidados e imprensa.
Memória além do futebol
O acervo propõe uma imersão na identidade sorocabana. A exposição percorre desde a fundação do clube, em 1913, por operários da antiga Fábrica de Chapéus Souza Pereira, até momentos marcantes como a construção do estádio Humberto Reale, erguido com a participação direta de torcedores.
Entre os destaques estão relíquias de torcidas organizadas, flâmulas históricas e referências a jogadores que defenderam a Seleção Brasileira em Copas do Mundo, como Paraná, Marinho Peres e Luís Pereira. O espaço também valoriza outras frentes do clube, como o futebol feminino e a equipe de futebol de amputados, que acumula conquistas internacionais.
“É uma contribuição importante para o cenário cultural da cidade. Construímos o museu costurando a história do clube com a história da cidade, desde a imigração, a industrialização, até os dias de hoje. Devolver essa memória à cidade e permitir que novas gerações conheçam a grandeza do clube é o coroamento de um sonho coletivo”, afirma William.
“Acreditamos que será um espaço importante também para ajudar os professores; as visitações de escolas serão um ponto fundamental na nossa estrutura. E com os pequenos visitando o museu, torcemos para que muitos deles se encantem e comecem a torcer pelo Azulão”, completa.
Com a abertura, o museu se consolida como um novo ponto cultural da cidade, ampliando as formas de acesso à história local por meio do esporte.



