Roberto Menescal e Gilson Peranzzetta lançam primeiro álbum em dupla após 50 anos de amizade
Menescal e Peranzzetta estreiam álbum em dupla após 50 anos

Roberto Menescal e Gilson Peranzzetta, amigos há cerca de 50 anos, lançaram no dia 20 de maio, pela Mills Records, o primeiro álbum em dupla: O mundo livre de Menesca & Peranzza. O disco, que conta com nove faixas, sendo quatro inéditas, é um marco na trajetória dos dois músicos, unindo a bossa nova de Menescal à sofisticação dos arranjos de Peranzzetta.

Uma parceria que nasce da amizade

A faixa de abertura, “Samba impossível”, exemplifica a simbiose entre os artistas. Composta em parceria, a música começa com uma atmosfera arejada, típica de Menescal, mas a primeira parte é de autoria de Peranzzetta. O samba foi completado por Menescal, resultando em uma obra que reflete a harmonia entre os dois universos musicais.

Além dessa, o álbum traz outras três inéditas: “Quim, quim” (2026), tema de Peranzzetta com vocalizes; “Vem cá, Menesca”, um afeto do pianista ao amigo; e “Caminho do mar” (2025), que evoca a leveza característica de Menescal. Ainda compõem o repertório gravações como “Obsession” (1987), parceria de Peranzzetta com Dori Caymmi, e “Agarradinhos” (Menescal e Rosalía Souza, 2005), além de “Bye bye Brasil” (Menescal e Chico Buarque, 1979), que encerra o disco com uma versão de seis minutos em clima de jazz.

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Gravação e produção

O álbum foi gravado com a participação de Didier Fernan (baixo), idealizador do projeto e proprietário do estúdio La Maison, onde ocorreram gravação, mixagem e masterização entre 2025 e 2026. A bateria ficou a cargo de Ricardo Costa. A capa do disco mostra os dois músicos abraçados, simbolizando o tom afetuoso do trabalho.

Em “O mundo livre de Menesca & Peranzza”, não há competição entre os instrumentistas. Menescal reconhece que Peranzzetta é mais “adiantado” musicalmente, mas ambos evitam demonstrações egocêntricas de virtuosismo. O resultado é um álbum que flui harmoniosamente por quase 36 minutos, guiado pela convergência de dois universos musicais distintos, porém afins.

O título do disco é inspirado na música “Mundo livre” (2024), parceria recente de Menescal com Pio Rodrigues Neto. O repertório inclui ainda “A morte de um Deus de sal” (1964), parceria de Menescal com Ronaldo Bôscoli, regravada com novos arranjos.

Com este lançamento, Menescal e Peranzzetta celebram não apenas a amizade, mas também a liberdade criativa da música instrumental. O disco é um convite para mergulhar em sons que evocam brisas marítimas e a alma da bossa nova, sem perder a sofisticação dos arranjos contemporâneos.

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