Ex-BBBs miram eleições 2026: apenas dois conseguiram se eleger até hoje
Ex-BBBs miram eleições 2026: só dois se elegeram

A política brasileira não tem sido um campo fértil para ex-participantes do Big Brother Brasil. Apesar da enorme visibilidade proporcionada pelo reality show, mais de 30 ex-BBBs já tentaram migrar para a vida pública, mas apenas dois conseguiram se eleger até o momento: Jean Wyllys (BBB 5) e Adrilles Jorge (BBB 15). Agora, com as eleições de 2026 se aproximando, novos nomes surgem como pré-candidatos, reacendendo o debate sobre a influência da fama televisiva no cenário eleitoral.

O histórico de ex-BBBs na política

Jean Wyllys, eleito deputado federal por três mandatos consecutivos pelo PSOL, é um dos casos de sucesso. Ele retornou ao Brasil após deixar o país em 2019 devido a ameaças e agora está filiado ao PT, sendo pré-candidato ao mesmo cargo. Adrilles Jorge, por sua vez, foi eleito vereador em São Paulo pelo Podemos, mas não conseguiu a reeleição. A lista de ex-BBBs que tentaram e não obtiveram êxito é extensa: Babu Santana (PSOL), Diego Alemão (PV), Dhomini (PRONA), Rodrigo "Cowboy" (PR), Tati Pink (PSC), Mara Telles (PCdoB), Ilmar Mamão (PT), Marcos Harter (Podemos), Cezar Lima (PV), Fael (PSB), Maria Melilo (PSC), Ariadna Arantes (PSB), Serginho Orgastic (PSD), Mara Viana (PSDB), Sol Vega (PDT), Cida Santos (PTB) e Kleber Bambam (PRB), entre outros.

Pré-candidatos para 2026

O BBB 26 reacendeu a discussão sobre a entrada de ex-participantes na política. Um dos casos mais comentados é o de Ana Paula Renault, vice-campeã do BBB 16, filha de um ex-vereador e de um ex-deputado federal por Minas Gerais. Com discursos fortes em defesa de pautas feministas e da causa LGBTQIA+, especulou-se uma possível candidatura pelo PT, mas ela já descartou a hipótese. Outros ex-BBBs, porém, já lançaram pré-candidaturas para 2026. São eles: Gyselle Cajuína (BBB 8), Letícia Santiago (BBB 14), Lucas Penteado e Caio Afiune (BBB 21), além de Matteus Amaral (BBB 24).

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Gyselle Cajuína: pré-candidata a deputada federal pelo PP no Piauí

Atriz, apresentadora, escritora e palestrante, Gyselle Cajuína afirma estar pronta para a disputa eleitoral. Pré-candidata a deputada federal pelo Progressistas (PP) no Piauí, ela se formou pelo RenovaBR e defende maior participação feminina na política. “No meu estado, o Piauí, temos 10 deputados federais e nenhuma mulher eleita para o cargo. É muito importante ampliar a presença feminina na política e nos espaços de decisão. Trabalho com projetos sociais, sou ativista da inclusão e vim da periferia. Vivi muitas dificuldades para chegar onde cheguei”, afirma. Após sofrer violência doméstica do ex-noivo francês em Paris, em 2019, Gyselle retornou ao Brasil e criou o projeto Recriando a Sua Realidade, que capacita mulheres vítimas de violência doméstica, trabalhando autoestima, saúde emocional e inserção no mercado de trabalho. “O projeto capacita mulheres que passaram por violência doméstica, trabalhando autoestima, saúde emocional e inserção no mercado de trabalho, para que possam conquistar independência financeira e romper o ciclo da violência”, explica. A piauiense destaca que sua trajetória pessoal influenciou seu engajamento social: sua mãe sofreu violência doméstica por anos e conseguiu reconstruir a vida ao se formar em Direito aos 55 anos, passando a atuar na Delegacia da Mulher.

Outros pré-candidatos e suas siglas partidárias

Os demais pré-candidatos ligados ao reality defendem diferentes partidos. Lucas Penteado deve disputar pelo PT, Matteus Amaral pelo PP, Letícia Santiago pelo PL e Caio Afiune pelo MDB. “As principais pautas que eu pretendo defender são ligadas ao desenvolvimento regional, à geração de oportunidades para os jovens e à valorização de quem faz o Brasil acontecer com trabalho e esforço. Acredito muito no potencial das pessoas quando elas têm acesso e incentivo”, diz Matteus.

Desafios e perspectivas

Apesar da visibilidade, a política não é palco para amadores. A maioria dos ex-BBBs que tentaram cargos eletivos não obteve sucesso, o que mostra que a fama televisiva não garante votos. No entanto, com o avanço das pré-candidaturas para 2026, o cenário pode mudar. Resta saber se novos nomes conseguirão repetir o feito de Jean Wyllys e Adrilles Jorge, ou se a lista de derrotas aumentará.

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