Trump nega perdão a P. Diddy e outros famosos: decisão mantém condenação
Trump recusa pedido de clemência de P. Diddy

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, finalmente se pronunciou sobre um dos assuntos que gerava especulação nos círculos políticos e do entretenimento: o pedido de perdão presidencial do rapper e magnata da música Sean "P. Diddy" Combs. A resposta foi negativa.

O pedido de clemência e a condenação

Conforme revelado, Sean "Diddy" Combs enviou uma carta diretamente ao presidente Trump solicitando clemência. O artista foi condenado a cumprir uma pena de cinquenta meses de prisão, equivalente a mais de quatro anos, por crimes ligados ao transporte de pessoas para fins de prostituição.

A expectativa por uma possível intervenção presidencial, no entanto, foi dissipada por Trump. Em sua declaração, o mandatário deixou claro que não tem intenção de atender a solicitações de perdão vindas de celebridades ou figuras públicas de alto perfil envolvidas em condenações criminais.

Lista de excluídos: Maduro e Menendez também ficam de fora

A postura firme de Trump não se limitou ao caso do rapper. O presidente republicano estendeu a mesma regra a outras personalidades controversas que também poderiam pleitear a clemência.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e Robert Menendez, ex-senador pelo estado de Nova Jersey, foram explicitamente mencionados como nomes que "não entrariam na lista de perdoados". Menendez foi considerado culpado em 2024 por corrupção, ao trocar sua influência política por benefícios financeiros.

Relação conturbada: de "amigável" a "hostil"

Antes de anunciar a decisão final, Trump fez questão de comentar sua relação passada com P. Diddy. Em uma entrevista à emissora Newsmax no ano passado, o presidente revelou que já considerou o rapper uma pessoa cordial.

"Eu era muito amigável com ele. Dava-me muito bem com ele e ele parecia ser um cara legal. Eu não o conhecia bem. Mas quando me candidatei ao cargo, ele foi muito hostil", afirmou Trump, destacando a mudança de comportamento do artista após o início de sua campanha presidencial.

Essa mudança no relacionamento, conforme sugerido pela declaração, pode ter influenciado a avaliação do pedido, embora a justificativa oficial tenha sido a política de não conceder perdão a famosos.

Consequências e o caminho a seguir

Com a recusa do perdão presidencial, a condenação de P. Diddy permanece totalmente válida, e ele deve cumprir a sentença de cinquenta meses de prisão. A decisão de Trump envia uma mensagem clara sobre sua abordagem ao poder de clemência, preferindo não usá-lo como um mecanismo para beneficiar figuras públicas condenadas pela justiça.

O caso coloca um ponto final, pelo menos no âmbito do poder executivo federal, em uma das histórias judiciais mais comentadas do mundo do entretenimento nos últimos anos, demonstrando os limites da fama e da influência perante decisões judiciais consolidadas.