Luciana Gimenez nega qualquer vínculo com Jeffrey Epstein após nome surgir em documentos
A apresentadora Luciana Gimenez se manifestou publicamente nas redes sociais na noite desta segunda-feira, 9 de fevereiro, após ter seu nome citado em documentos relacionados ao caso do bilionário Jeffrey Epstein, divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Em uma nota publicada em sua conta no Instagram, a artista afirmou de maneira categórica que nunca conheceu pessoalmente Jeffrey Epstein e negou qualquer tipo de relação, seja pessoal, profissional ou financeira, com o empresário.
Contexto do caso e a reação imediata
Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York no dia 10 de agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações graves, incluindo conspiração e tráfico sexual. A divulgação de novos documentos do caso fez com que o nome de Luciana Gimenez começasse a circular intensamente nas redes sociais e na mídia, gerando especulações e questionamentos.
Em sua declaração, Luciana foi enfática ao repudiar qualquer tentativa de associar seu nome a práticas ilícitas, destacando que está comprometida com a transparência e a verdade. A apresentadora explicou que tomou conhecimento da situação através da repercussão online e imediatamente buscou esclarecimentos junto às instituições envolvidas.
Detalhes das movimentações financeiras mencionadas
Os documentos divulgados incluem extratos bancários que integram os arquivos do caso Epstein. Em um dos arquivos, identificado como EFTA01299626.pdf, aparecem ao menos três transações associadas ao nome de Luciana Gimenez. A mais significativa delas envolve uma movimentação de US$ 12 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 60 milhões na cotação atual do dólar.
Segundo os registros, esse valor estaria vinculado ao fundo Trust Haze, que tem conexões com o próprio Jeffrey Epstein. No entanto, é crucial ressaltar que os documentos tornados públicos não indicam que o dinheiro tenha sido transferido diretamente da conta do empresário para a apresentadora. Além disso, os nomes dos filhos de Luciana também aparecem em outros registros financeiros datados de 2014, 2018 e 2019, com a última movimentação ocorrendo poucos meses antes da prisão de Epstein.
Esclarecimentos da apresentadora e ações tomadas
Preocupada com as implicações dessas citações, Luciana Gimenez revelou que entrou em contato com o Deutsche Bank Trust Company Americas, instituição onde mantinha conta na época, para entender a origem e o contexto de sua inclusão nos documentos. De acordo com informações preliminares repassadas pelo banco, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos teria solicitado registros financeiros de períodos específicos, sem uma seleção prévia de clientes, o que poderia explicar a presença de diversos nomes, incluindo o dela, nos arquivos.
A defesa da apresentadora sustenta que as movimentações mencionadas dizem respeito a transferências internas entre contas de titularidade da própria Luciana, e não a transações com terceiros. O banco estaria reunindo a documentação necessária para comprovar a origem legítima dessas operações, visando esclarecer qualquer mal-entendido.
Posicionamento final e apelo à cautela
Luciana Gimenez afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e colaborar com eventuais investigações. Ela fez um apelo público para que haja cautela na divulgação e interpretação das informações, a fim de evitar conclusões precipitadas e danos à sua imagem.
Até o momento, não há qualquer indicação de acusação formal ou de investigação em curso contra a apresentadora. O caso segue em análise, com a expectativa de que os esclarecimentos técnicos do banco possam dissipar as dúvidas levantadas pela aparição de seu nome nos documentos relacionados a Jeffrey Epstein.