Luciana Gimenez se pronuncia após ter nome envolvido no caso Epstein
A apresentadora brasileira Luciana Gimenez voltou a negar qualquer tipo de envolvimento com o bilionário norte-americano Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de tráfico sexual nos Estados Unidos. Em um vídeo publicado na quarta-feira (11), ela explicou detalhadamente as razões pelas quais seu nome apareceu em documentos relacionados ao caso, enfatizando sua inocência e repúdio às acusações.
Explicação sobre as movimentações financeiras
Luciana Gimenez esclareceu que seu nome surgiu nos documentos porque a Justiça americana solicitou ao Deutsche Bank Trust Company Americas, em Nova Iorque, que divulgasse as movimentações financeiras de um período específico. Como a apresentadora mantinha uma conta nesse banco, seu nome e o de outras pessoas inocentes foram incluídos nos registros. Ela ressaltou que isso não significa que tenha feito transferências ou recebido dinheiro de Epstein, mas sim que as transações eram internas, envolvendo apenas suas próprias contas.
"Eu tenho um e-mail do banco explicando que todas as transferências que ocorreram em meu nome, em várias datas diferentes, foram transações da minha conta, dos meus investimentos para a minha conta pessoa física. Transações internas do banco, nada a ver com ninguém, inclusive foram de mim e para mim mesma", afirmou Luciana no vídeo, que durou mais de dez minutos.
Repúdio a Jeffrey Epstein e impacto pessoal
Durante a gravação, a apresentadora expressou forte repúdio a Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 após um mês de prisão, em um caso classificado pelas autoridades como suicídio. "Eu tenho repúdio, ódio, nojo desse cidadão que se chama Jeffrey Epstein. É um cara repugnante. Um cara que estuprava mulheres, um cara que mantinha pessoas em cárcere privado e outras coisas que a gente nem sabe, uma coisa horrorosa. E eu acordo e meu nome está envolvido com este cidadão de quinta categoria, esse lixo da humanidade", declarou.
Luciana também revelou o impacto emocional que a divulgação do caso teve em sua família, especialmente em seu filho, que mora nos Estados Unidos. "Meu filho foi dormir chorando ontem com pesadelo porque eu só vai eu sofreu bullying no colégio. Eu estou falando de um menino que mora em Nova York e todo mundo mandou para ele documentos falando da mãe dele, dois filhos desesperados", disse, destacando o sofrimento causado por interpretações equivocadas.
Críticas à imprensa e posicionamento oficial
A apresentadora criticou parte da cobertura midiática sobre o episódio, alegando que informações falsas foram disseminadas. "Eu tive que ler coisas horrorosas sobre o meu nome. Eu tive que ler muita gente falando que eu recebi 12 milhões de dólares por alguma coisa que eu nem sei. Pessoas se levantaram para atacar a Luciana com ódio, com ressentimento, sem ter a menor responsabilidade de realmente saber o que estava acontecendo", afirmou.
Em um comunicado oficial, a assessoria de Luciana Gimenez informou que ela "permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários" e pediu "cautela, seriedade e responsabilidade" na divulgação das informações, a fim de evitar mal-entendidos. Anteriormente, na segunda-feira (9), ela já havia divulgado uma nota em suas páginas na internet negando conhecer Epstein e qualquer contato pessoal, profissional ou financeiro com ele.
Contexto do caso Epstein
Jeffrey Epstein foi um bilionário norte-americano acusado de liderar uma extensa rede de tráfico sexual, envolvendo menores de idade. Sua morte na prisão, em 2019, gerou controvérsias e teorias da conspiração, embora as autoridades tenham concluído que se tratou de um suicídio. Recentemente, a Justiça dos EUA liberou milhões de arquivos relacionados ao caso, aumentando a atenção pública sobre os envolvidos.
Luciana Gimenez enfatizou que os documentos divulgados referem-se a todas as pessoas que tinham contas no Deutsche Bank na data específica de 2019, não apenas a suspeitos. "Esses documentos são referentes a todas as movimentações das pessoas que tinham conta neste dia, neste banco em 2019, eu inclusive. Não é que são contas do Jeffrey Epstein... eu acredito que devam ter também contas de pessoas suspeitas, mas esses documentos são de todas as pessoas que fizeram transações aleatórias neste banco, neste dia, em Nova York", explicou.
O caso continua a ser investigado, e a apresentadora reitera sua cooperação com as autoridades para esclarecer qualquer dúvida.