
E aí, galera de Marília! A justiça acabou de dar uma resposta que vai ecoar pelos hangares históricos da cidade. O juiz Rodrigo de Campos Barros, da 2ª Vara Cível, mandou um sonoro "não" para a concessionária que queria furar o tombamento do nosso Aeroclube.
Não foi pouco coisa não - a empresa pedia nada menos que a suspensão total do tombamento provisório que protege aquela área toda. Queriam, nas entrelinhas, uma brecha legal para explorar comercialmente o espaço. Mas o juiz foi categórico: patrimônio histórico primeiro!
O coração da questão
O aeroclube não é qualquer pedaço de terra. Fundado em 1938, o lugar respira história da aviação brasileira. Por lá passaram figuras importantes como o próprio Pedro Lima, um dos pioneiros da aviação no país. Dá pra sentir o peso disso tudo só de pisar lá.
A concessionária, claro, não via com bons olhos a proteção do local. Alegava que o tombamento atrapalhava seus planos de modernização e exploração do espaço. Mas a justiça enxergou diferente - muito diferente.
O que diz a decisão
O juiz foi direto ao ponto: "O patrimônio cultural precisa ser preservado, e o interesse privado não pode se sobrepor ao público". Frase dura, mas necessária. Ele destacou que a concessionária não apresentou nenhum argumento convincente para justificar a suspensão do tombamento.
E tem mais: a decisão lembra que o processo de tombamento segue firme e forte no Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico). Ou seja, a proteção não é provisória por acaso - é parte de um processo sério e fundamentado.
Para quem ama Marília, essa vitória tem gosto especial. O aeroclube representa uma época de ouro, quando a cidade era um dos principais polos aeroviários do interior paulista. Deixar isso se perder seria como apagar parte da nossa identidade.
E agora, o que esperar?
Com a decisão judicial, a concessionária vai ter que conviver com as regras do tombamento. Isso significa que qualquer intervenção no local precisa respeitar a preservação histórica. Nada de sair demolindo ou modificando sem autorização.
A comunidade comemora, é claro. Para muitos, essa decisão representa mais do que a proteção de um prédio antigo - é a valorização da memória coletiva. Afinal, quantas histórias esses hangares não guardam?
Resta torcer para que a concessionária entenda a importância disso tudo e busque, quem sabe, um modelo de exploração que dialogue com a história do local. Porque no fundo, todo mundo quer ver o aeroclube vivo - mas não às custas do seu passado.
Marília, mais uma vez, mostra que valoriza suas raízes. E que bom que a justiça enxergou isso!