Jiboia atravessa Via Costeira em Natal e mobiliza motoristas para proteção
Uma cobra jiboia foi flagrada atravessando a Via Costeira, um dos principais corredores turísticos de Natal, na manhã desta sexta-feira (3), feriado de Páscoa. A cena incomum chamou a atenção de motoristas e pedestres que passavam pela estrada, que margeia a orla da cidade, levando muitos a pararem para alertar outros veículos e evitar que o animal fosse atropelado.
Proteção e monitoramento do animal
O bugueiro Florisnaldo Bezerra foi uma das pessoas que interrompeu sua viagem para proteger a jiboia. Ele relatou que o réptil estava no meio da faixa de rolamento, exigindo cuidado imediato. "Ela estava no meio da faixa. Parei, fiquei monitorando, teve outro senhor que também veio. E ela agora está seguindo o caminho dela", disse Bezerra, destacando a colaboração espontânea entre os presentes.
Após cruzar com segurança a movimentada via, a cobra entrou na reserva ambiental do Parque das Dunas, uma área que preserva extensos trechos de mata atlântica dentro da capital potiguar. Este parque serve como um refúgio crucial para a fauna local, oferecendo habitat natural para espécies como a jiboia.
Contexto e importância do incidente
A ocorrência ressalta a interação entre o desenvolvimento urbano e a vida selvagem em Natal, especialmente em regiões próximas a reservas ambientais. A Via Costeira é conhecida por seu fluxo intenso de veículos, particularmente em feriados como a Páscoa, quando o turismo aumenta significativamente.
Especialistas em meio ambiente alertam que tais situações são comuns em áreas de interface entre cidade e natureza, enfatizando a necessidade de conscientização pública para a proteção de animais silvestres. A ação rápida dos motoristas evitou um possível acidente, demonstrando como a comunidade pode contribuir para a preservação da biodiversidade.
Incidentes como este também servem como um lembrete da rica fauna presente no Rio Grande do Norte, com o Parque das Dunas desempenhando um papel vital na conservação de espécies nativas. Autoridades locais incentivam que, ao avistarem animais em vias públicas, as pessoas notifiquem órgãos ambientais para um resgate seguro, em vez de tentativas de manipulação sem treinamento adequado.



