Moradores do Catete denunciam aumento de roubos e falta de segurança no bairro
Catete: moradores denunciam aumento de roubos e insegurança

Moradores do Catete denunciam aumento alarmante de roubos no bairro

Os moradores do tradicional bairro do Catete, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, estão enfrentando uma onda crescente de roubos que tem transformado a rotina da comunidade. As queixas se concentram especialmente na Rua Correia Dutra, via que se tornou ponto crítico para ocorrências criminosas na região.

Casos recentes de violência nas ruas

Na última quarta-feira, dia 1º, dois criminosos em uma motocicleta abordaram violentamente outro motociclista que estava na calçada. A vítima, em tentativa desesperada de fuga, deixou o veículo cair, mas foi alcançada por um dos bandidos armados que a derrubou no chão. Este é apenas um entre vários episódios que têm aterrorizado os residentes.

Em janeiro deste ano, outro morador foi surpreendido por um assaltante no momento em que tentava entrar no prédio onde reside. O indivíduo foi empurrado contra a grade do portão e teve todos os seus pertences roubados. "A gente fica praticamente refém, preso dentro de casa. Essa rua aqui é péssima. Não temos segurança nenhuma à noite, nem de madrugada", desabafou a administradora Lucineia Paris.

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Impacto na vida da comunidade

O clima de insegurança tem afetado profundamente a rotina de quem vive no Catete. "Piorou muito. A gente está vivendo um momento de muita insegurança. É um bairro com muitas pessoas idosas, muitas crianças. Vivemos com medo", relatou o empresário André Souza, expressando o sentimento compartilhado por muitos vizinhos.

A síndica Denise Miranda, que administra um prédio na região, foi vítima de um assalto na Rua Correia Dutra no ano passado e testemunha o agravamento da situação: "Fui assaltada com uma arma na cara. Uma violência absurda. Ele pulou da moto já apontando a arma para a minha prima, levou a bolsa dela, levou a minha". Ela ainda precisou gastar R$ 600 para arrombar a porta de sua residência após o crime.

Rota de fuga estratégica para criminosos

Segundo análises dos próprios moradores, a Rua Correia Dutra tem sido preferida pelos criminosos devido à sua configuração estratégica para fugas rápidas. A via permite acesso imediato a outros bairros da Zona Sul e ao Centro do Rio, facilitando a evasão dos assaltantes.

"Se o bandido voltar na contramão, ele está na Praia do Flamengo. Se seguir em frente, chega à Rua do Catete e sai no Centro. Se continuar, pega Laranjeiras e Santa Bárbara. Aí ninguém pega mais", explicou Denise Miranda sobre a diversidade de rotas disponíveis.

Reclamações sobre patrulhamento policial

Alexandre Barros, morador do Catete há mais de cinco décadas, critica a falta de presença policial efetiva na região: "Tem que ter segurança, policiamento. Não tem. Eles colocam uma viatura parada ali, mas daqui para cá não tem mais nada. Está complicado, o bairro está complicado".

Em resposta às denúncias, a Secretaria de Estado de Polícia Militar emitiu nota informando que está atenta à movimentação criminosa na região e vem realinhando estratégias de ação nos bairros do Catete, Glória e Flamengo. A corporação afirma que, em março, houve queda nos registros de furtos de veículos, roubos de telefone, bicicletas e ônibus em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a PM, também houve reforço no patrulhamento com viaturas e motopatrulhas, tanto durante o dia quanto à noite. No entanto, os moradores continuam a relatar sensação de vulnerabilidade e exigem medidas mais eficazes para garantir a segurança pública no bairro histórico.

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