Criminosos atacam torres e cabos em São Gonçalo, deixando moradores sem comunicação
Ataques a torres deixam São Gonçalo sem internet e telefone

Criminosos atacam torres e cabos em São Gonçalo, deixando moradores sem comunicação

Moradores do bairro Zumbi, localizado em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, enfrentam uma situação crítica de isolamento digital e de comunicação. Ataques sistemáticos de criminosos a torres e cabos de operadoras de telecomunicações deixaram a região completamente sem acesso à internet e ao serviço de telefonia fixa e móvel. Segundo relatos dos habitantes, essa ação faz parte de uma estratégia do tráfico de drogas para impor serviços de comunicação controlados pela facção criminosa, criando um monopólio ilegal na área.

Cinco meses de isolamento e medo

Um morador, que preferiu não se identificar por questões de segurança, revelou que a situação persiste há aproximadamente cinco meses. "A gente tá à mercê aqui, né, da bandidagem. E já tem uns 5 meses que quebraram aqui a torre. Estamos sem telefonia total, sem contato. E a internet é deles também, não entra outra internet aqui no bairro", desabafou. Essa falta de comunicação básica tem impactado severamente a vida cotidiana, dificultando desde chamadas de emergência até o trabalho remoto e o acesso a serviços essenciais.

Ineficácia das ações policiais

As tentativas de intervenção das forças de segurança têm se mostrado pouco efetivas, segundo os relatos locais. O mesmo morador explicou que as operações policiais, embora ocorram, não conseguem resolver o problema de forma duradoura. "Os policiais entram com caveirão, tiram barricada, né, até resolve por um instante, daí eles voltam de novo", lamentou. Essa dinâmica de ação e reação tem perpetuado um ciclo de violência e instabilidade, deixando a comunidade em constante estado de vulnerabilidade.

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Consequências para a comunidade

A imposição de serviços de internet controlados pelo tráfico não apenas priva os moradores de opções legítimas, mas também os expõe a riscos adicionais, como monitoramento ilegal e extorsão. A situação em São Gonçalo reflete um problema mais amplo de violência urbana e domínio territorial por facções criminosas em áreas metropolitanas, onde infraestruturas públicas e privadas são alvo de ataques para consolidar o poder ilegal. A falta de comunicação agrava o isolamento social e econômico, dificultando ainda mais o acesso a direitos básicos e a denúncias de abusos.

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