Suspeito de feminicídio se entrega após morte de ex-rainha de cavalgada na Bahia
O homem suspeito de assassinar Karla Rafaelli de Oliveira Rocha, ex-rainha das cavalgadas de Várzea Nova, no norte da Bahia, se apresentou à polícia nesta quinta-feira, dia 5. O indivíduo, identificado como Ivan Deivison Silva Belintardo, de 19 anos, estava foragido desde segunda-feira, dia 2, quando o crime ocorreu.
Detalhes do caso e apresentação do suspeito
Ivan Belintardo era companheiro da vítima e morava com ela no centro de Várzea Nova. Karla Rafaelli, de 23 anos, foi encontrada morta dentro da casa que dividiam, com marcas de disparos de arma de fogo. O corpo foi descoberto pela filha dela, de apenas 4 anos, conforme informações da TV São Francisco, afiliada da TV Bahia na região.
O suspeito se apresentou voluntariamente à delegacia em Feira de Santana, na presença de um advogado. Segundo a TV Subaé, também afiliada da TV Bahia, o advogado afirmou que Ivan Belintardo apresentará sua versão do caso, assumindo-se como autor do crime. Além disso, a defesa indicou que ele revelará novos fatos sobre o ocorrido.
Motivações e contexto do crime
O casal mantinha um relacionamento conturbado, com pelo menos dois anos de duração. A polícia investiga o caso como feminicídio, destacando a violência de gênero envolvida. A grande comoção em Várzea Nova após o assassinato levou o suspeito a optar por depor em Feira de Santana por questões de segurança.
Até o fim desta quinta-feira, Ivan Belintardo permanece custodiado no Complexo do Sobradinho, aguardando audiência de custódia para determinar as medidas legais aplicáveis.
Homenagens e impacto na comunidade
Karla Rafaelli era uma figura conhecida na cidade, tendo ganhado o título de Rainha da Cavalgada em 2022. Em nota, a Prefeitura de Várzea Nova lamentou profundamente sua morte e se solidarizou com a família. A gestão municipal descreveu Karla como uma pessoa simples, educada e respeitosa, que representava a cultura local com alegria e tradição.
O caso chocou a região, levantando discussões sobre violência doméstica e a proteção de mulheres em relacionamentos abusivos. A entrega voluntária do suspeito pode acelerar o processo judicial, mas a tragédia deixa marcas profundas na comunidade de Várzea Nova.



