Na noite desta segunda-feira (11), o Centro Cultural Casarão de Ideias, localizado no Centro Histórico de Manaus, foi palco de uma emocionante homenagem às vítimas da Covid-19. Uma projeção exibiu os nomes das pessoas que faleceram devido à doença, além de mensagens em memória das mais de 700 mil vidas perdidas no Brasil durante a pandemia. A ação foi promovida pelo Ministério da Saúde para celebrar a sanção do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, oficializada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Homenagem nacional
Além de Manaus, a homenagem ocorreu simultaneamente em outras cinco capitais brasileiras. No Rio de Janeiro, as projeções foram realizadas no Cristo Redentor e no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS). Em Brasília, o Congresso Nacional foi iluminado com mensagens. Na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, em São Paulo, a população pôde ver a homenagem. Em Fortaleza, o Complexo Cultural Estação das Artes recebeu a projeção, e em Porto Alegre, o Centro de Oncologia do Hospital Conceição (GHC) foi o local escolhido.
Durante a ação, foram projetadas imagens que reforçam a importância da memória coletiva diante dos impactos da pandemia. A homenagem destacou o papel do Sistema Único de Saúde (SUS), dos profissionais de saúde que atuaram na linha de frente, da vacinação e das políticas públicas no enfrentamento da maior emergência sanitária recente do país.
Impacto no Amazonas
O Amazonas foi um dos estados mais castigados pela pandemia. Até janeiro de 2022, foram registradas cerca de 14 mil mortes por Covid-19 no estado, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Em janeiro de 2021, Manaus enfrentou um colapso no sistema de saúde, com falta de oxigênio nos hospitais públicos durante a segunda onda da doença, deixando centenas de pacientes sem o insumo essencial para respirar.
A servidora pública aposentada Lucynier Omena, que perdeu o filho Daniel Tiago Omena Melo, de 39 anos, durante a pandemia, afirmou que a homenagem ajuda a manter viva a memória das vítimas, mas defendeu a punição dos responsáveis pela condução da crise sanitária no país. "É importante para que a sociedade não esqueça o que aconteceu. Mas, para mim, ainda falta responsabilização e punição. Enquanto isso não acontecer, é muito pouco", declarou.
Lei sancionada e críticas ao governo anterior
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui o dia 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A cerimônia no Palácio do Planalto foi marcada por críticas à gestão de Jair Bolsonaro, que presidia o Brasil durante a pandemia. "Se a gente não faz isso, cai no esquecimento. E é tudo que eles desejam, que caia no esquecimento. As pessoas que vivem de mentira não estão preocupadas com a verdade", afirmou Lula.
A data de 12 de março foi escolhida por marcar o registro da primeira morte pela doença no Brasil. A lei busca reconhecer o impacto da pandemia na vida de milhões de brasileiros e garantir que as vítimas não sejam esquecidas.



