Polícia investiga psicólogo por abuso de criança autista em clínica conveniada em Araçatuba
A Polícia Civil de Araçatuba, no interior de São Paulo, está conduzindo uma investigação séria contra um psicólogo suspeito de ter cometido abuso sexual contra uma criança de apenas cinco anos de idade, que possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O crime teria ocorrido durante uma sessão de psicoterapia em uma clínica particular que mantém convênio com a prefeitura municipal.
Denúncia materna e detalhes do caso
De acordo com as informações apuradas pela polícia, o caso aconteceu há aproximadamente um mês. A denúncia foi formalizada pela mãe da criança, que relatou ter sido informada pelo próprio filho que o psicólogo o beijou na boca durante uma das sessões terapêuticas. O menino era atendido dentro do convênio estabelecido entre a clínica do suspeito e a administração municipal.
O delegado responsável pelo caso, Igor Figueiredo, concedeu entrevista à TV TEM e confirmou que mandados de busca e apreensão foram executados tanto na clínica quanto na residência do investigado. Durante as diligências, foram apreendidos um celular, um notebook e a lista completa de crianças atendidas pelo psicólogo.
Medidas cautelares e suspensão do convênio
O suspeito ainda não foi preso, pois, segundo o delegado, não existem elementos suficientes para determinar a detenção no momento. O caso continua em fase de investigação e o profissional ainda não foi ouvido oficialmente pelas autoridades.
Diante da gravidade das acusações, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) solicitou a suspensão imediata do contrato de licitação com a prefeitura, com o objetivo de evitar que outras crianças sejam encaminhadas para atendimento com o psicólogo em questão.
Posicionamento da prefeitura e apoio à vítima
Em nota oficial, a Prefeitura de Araçatuba informou que determinou a suspensão imediata de todos os atendimentos e do convênio vigente com o profissional investigado. A administração municipal afirmou que, após a conclusão das investigações e a devida apuração dos fatos, procederá com a anulação definitiva do contrato.
A prefeitura também estabeleceu as seguintes medidas:
- Remanejamento dos pacientes: As crianças que possuíam sessões agendadas com o psicólogo serão encaminhadas para outros profissionais da rede, garantindo a continuidade dos tratamentos.
- Apoio à família: A administração municipal se comprometeu a prestar todo o suporte necessário à família da vítima, incluindo assistência psicológica que será disponibilizada a partir da próxima segunda-feira.
O nome do psicólogo investigado não foi divulgado pelas autoridades, respeitando os procedimentos legais em andamento. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca reunir mais evidências para elucidar completamente os fatos.



