Justiça decreta prisão preventiva de suspeito após ataque brutal a enfermeira em São Luís
A Justiça do Maranhão decretou, neste domingo (22), a prisão preventiva de Rômulo Sousa Coimbra, suspeito de tentar assassinar a ex-mulher, a enfermeira Sarah Julia Melo, de 29 anos. O crime ocorreu na sexta-feira (20), no bairro Cidade Operária, em São Luís, e a decisão judicial foi tomada após pedido da polícia, com o acusado ainda foragido.
Detalhes do crime que chocou a capital maranhense
Segundo as investigações, Sarah foi atraída até a antiga residência do casal após receber uma ligação falsa informando que sua filha mais nova estava com febre. Preocupada, a profissional de saúde dirigiu-se ao local, onde foi surpreendida por uma agressão violenta. Rômulo desferiu múltiplos golpes de faca, concentrados principalmente no rosto da vítima, em um ataque que deixou ferimentos graves.
Vizinhos, ao ouvirem os gritos de socorro, intervieram e prestaram os primeiros auxílios à enfermeira, que conseguiu se defender parcialmente durante a agressão. Após cometer o crime, o suspeito fugiu levando consigo as duas filhas do casal, deixando-as posteriormente na casa da própria mãe.
Atendimento à vítima e medidas protetivas
A enfermeira buscou atendimento na Casa da Mulher Brasileira na noite de sábado (21), onde registrou a ocorrência e recebeu suporte especializado. De acordo com a defesa da vítima, Sarah passou por avaliações médicas, realizou exame de corpo de delito e já tem medida protetiva concedida pela Justiça.
Rayelle Gatinho, prima da vítima, relatou ao g1 que Sarah havia acabado de sair de um plantão quando recebeu a ligação enganosa. Separada de Rômulo, ela residia com a mãe, mas decidiu ir ao local movida pela preocupação materna. "Ela foi lá e, chegando pela manhã, ele já começou a desferir golpes. Quando pegou a faca e tentou esfaqueá-la, ela se defendeu, ficando com as mãos cortadas, o rosto lesionado e o pescoço perfurado. Ele ainda tentou cortar seus olhos", descreveu Rayelle.
Histórico de violência e evidências digitais
A família revela que o relacionamento entre Sarah e Rômulo era marcado por abusos desde a adolescência, caracterizando um padrão de violência doméstica. Como agravante, o suspeito teria enviado mensagens a um amigo afirmando acreditar que havia matado a ex-companheira.
Os prints dessas conversas foram repassados pela própria vítima à sua advogada, servindo como prova digital no processo. A defesa de Rômulo Sousa Coimbra ainda não se manifestou publicamente, enquanto as autoridades policiais intensificam a busca pelo foragido.
Este caso reforça a urgência no combate à violência contra a mulher e destaca a importância das medidas protetivas e da atuação rápida do sistema de Justiça. A sociedade maranhense acompanha com preocupação o desfecho desta investigação.



