Homem é preso suspeito de torturar namorada em Itapetininga; vítima foi tatuada à força
Preso suspeito de torturar namorada em Itapetininga

Um vídeo obtido pela TV TEM mostra o momento em que Guilherme Henrique Amaral Andriolo, suspeito de torturar a namorada em Itapetininga (SP), é preso pela Polícia Civil. As imagens exibem os policiais erguendo o portão, entrando na residência e subindo as escadas até encontrarem o suspeito deitado em um quarto. A prisão ocorreu na quarta-feira (22), mesma data em que a vítima, de 28 anos, conseguiu fugir do cativeiro.

Detalhes da tortura

De acordo com o advogado de defesa da vítima, José Ricardo Baracho Navas, a violência começou enquanto a jovem dormia. Ela levou três socos no nariz e teve um piercing arrancado com um alicate, o que causou sangramento intenso. Em seguida, foi amarrada e submetida a horas de tortura. O advogado afirmou que o suspeito confessou ter premeditado o ato há muito tempo, apenas aguardando o momento de executá-lo.

A vítima foi tatuada à força com iniciais do ex-namorado, que teriam sido o motivo do ciúme doentio de Guilherme. Como ele é dono de uma farmácia, tinha acesso a seringas e agulhas, que usou para perfurar o corpo da jovem repetidamente. Além disso, utilizou um bisturi para causar cortes. A data de outubro de 2022, tatuada no corpo, corresponde ao término anterior do relacionamento.

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Tortura psicológica e objetos metálicos

O advogado também revelou que a tortura foi psicológica. O homem comprou pizzas e obrigou a vítima, amarrada e com fome, a observá-lo comer. Ele a estrangulou com uma gravata até que ela desmaiasse, acreditando tê-la matado. Quando ela recobrou a consciência, permaneceu imóvel na esperança de que as agressões cessassem. Nesse momento, ele introduziu um objeto metálico na região anal da vítima e a puxava por ele. O suspeito tomava remédios para dormir e, ao acordar, retomava as torturas.

Fuga e socorro

A jovem conseguiu se soltar e fugir, sendo encontrada pelo irmão, que a levou à delegacia. Ela passou por atendimento psiquiátrico e está na segunda internação clínica, com suspeita de fraturas nas costelas. O advogado destacou que a família a tem acolhido e que ela busca justiça.

Investigação policial

O delegado Franco Augusto Costa Ferreira informou que a perícia encontrou a cama ensanguentada, cordas usadas para amarrar a vítima e estimulantes sexuais injetáveis de uso proibido. A vítima apresentava lesões graves e permanentes, incluindo lacerações na região anal causadas por um objeto metálico semelhante a um gancho. O caso é investigado como violência doméstica e estupro não convencional, por envolver ato libidinoso sem conjunção carnal.

O suspeito passou por audiência de custódia na quinta-feira (23), que converteu a prisão em flagrante para preventiva. Ele foi transferido para a Penitenciária II, em Sorocaba (SP).

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