Um vídeo obtido pela TV TEM mostra o momento em que a Polícia Civil localiza e prende em flagrante um homem de 32 anos suspeito de agredir, mutilar e tatuar a namorada à força na quarta-feira (22), em Itapetininga (SP). A vítima, de 28 anos, precisou passar por procedimentos médicos nesta sexta-feira (24) após apresentar complicações respiratórias, segundo seu advogado.
Detalhes da prisão
Nas imagens, os policiais civis erguem o portão da casa do suspeito e entram no imóvel. Eles sobem pela escada, seguem em direção aos cômodos e encontram o homem deitado em um quarto. A residência, localizada na Rua João Adolfo, no Centro da cidade, estava em condições precárias. Os agentes também apreenderam diversos estimulantes sexuais que teriam sido utilizados pelo suspeito.
Transferência e audiência de custódia
Guilherme Henrique Amaral Andriolo foi transferido para a Penitenciária II de Sorocaba (SP) na quinta-feira (23). Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O g1 tenta contato com a defesa de Guilherme.
Detalhes das agressões
De acordo com o delegado Franco Augusto Costa Ferreira, a vítima foi levada à delegacia pelo irmão, que a encontrou com sinais de violência. Imagens mostram que a mulher foi tatuada à força em diversas regiões do corpo, incluindo pernas com nomes, siglas e a data de outubro de 2022. A perícia técnica indicou que o homem amarrava a vítima com frequência. A cama onde ela ficava foi encontrada ensanguentada, além de cordas e objetos como estimulantes injetáveis de uso proibido.
A vítima teria sido mutilada com um aparelho de barbear descartável, sofrendo lesões graves e permanentes, incluindo lacerações na região anal. O delegado informou que o suspeito introduziu um objeto metálico semelhante a um gancho no ânus da vítima. No Instituto Médico Legal (IML), foram constatadas anemia e as lesões. Apesar das agressões, a mulher não foi mantida em cárcere privado, e o período dos crimes ainda não foi determinado.
Enquadramento legal
O delegado esclareceu que, embora não tenha havido relação sexual, o caso pode ser investigado como violência doméstica e estupro não convencional, por envolver ato libidinoso. A vítima estava catatônica e conseguiu se desvencilhar do suspeito para ir à delegacia com o irmão.



