Rússia promete reforçar ajuda a Cuba e critica 'chantagens' dos EUA
Rússia promete reforçar ajuda a Cuba e critica EUA

A Rússia prometeu nesta sexta-feira, 24, reforçar sua ajuda a Cuba e reagir ao que classificou como “chantagens e ameaças” dos Estados Unidos. O posicionamento ocorre após declarações do presidente Donald Trump sobre “tomar” a ilha, enquanto Washington pressiona por reformas econômicas e políticas no país.

Declaração russa

A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, que criticou duramente a pressão americana sobre Havana. Segundo ela, há uma “escalada direcionada e maliciosa” contra o país caribenho, com tentativas de interferir em seus assuntos internos. “Rejeitamos chantagens e ameaças na política externa, o que também se aplica à atual pressão agressiva de Washington sobre Havana”, afirmou Zakharova a repórteres. A diplomata disse ainda que o objetivo dos Estados Unidos seria “romper a condição de Estado cubano”.

Histórico de aliança

A relação entre Rússia e Cuba remonta à Revolução Cubana, que levou Fidel Castro ao poder e consolidou décadas de aliança com a então União Soviética. Mesmo após o colapso soviético, em 1991, Moscou manteve laços estratégicos com Havana, retomados com mais intensidade nos últimos anos. Zakharova reforçou esse histórico ao afirmar que a Rússia sempre esteve ao lado de Cuba “em sua luta pela independência” e no direito de definir seu próprio caminho político e econômico. “Continuaremos a fornecer assistência humanitária a Cuba durante esse período difícil de confronto alimentado artificialmente”, disse.

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Ajuda prática

Na prática, o apoio russo tem incluído ajuda financeira e fornecimento de energia. No fim de março, o navio-tanque Anatoly Kolodkin descarregou cerca de 700 mil barris de petróleo bruto na Baía de Matanzas, em Cuba, em meio a restrições impostas pelos Estados Unidos ao fornecimento de combustível à ilha. O governo de Donald Trump afirmou ter permitido a entrega por razões “humanitárias”, evidenciando a complexidade da disputa, que combina pressão econômica, retórica política e interesses estratégicos no Caribe.

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