Homem preso por feminicídio em Paulista confessa luta corporal com vítima
Preso por feminicídio confessa luta corporal com vítima em Paulista

Homem preso por feminicídio em Paulista confessa luta corporal com vítima

O homem preso pelo feminicídio da massoterapeuta Sandra Justino de Barros, de 37 anos, confessou à polícia que entrou em luta corporal com a vítima, mas negou ter cometido o assassinato. O caso ocorreu na cidade de Paulista, em Pernambuco, e chocou a comunidade local.

Confissão parcial e negação do crime

Segundo o delegado Thiago Fernandes, adjunto da Delegacia de Homicídios de Paulista, o agressor identificado como Antônio Carlos Nascimento dos Santos, de 46 anos, ex-marido da vítima, foi preso na segunda-feira, dia 16, em Buíque, no Agreste pernambucano. Em seu depoimento, Antônio Carlos confirmou que foi à casa de Sandra tentando uma reconciliação e admitiu ter entrado em luta corporal com ela.

No entanto, o suspeito nega veementemente ter causado a morte da ex-companheira, afirmando que, quando saiu do local, ela ainda estava viva. O delegado Thiago Fernandes destacou que essa atitude demonstra um sentimento de posse e a incapacidade de aceitar o fim do relacionamento.

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Detalhes do crime e investigações em andamento

A declaração de óbito de Sandra Justino aponta que ela sofreu um traumatismo cranioencefálico provocado por "ação de meio contundente". A delegada Talita Rates, responsável pelo caso, informou que as investigações continuam ativas, com a expectativa de laudos do Instituto Médico Legal e oitiva de testemunhas.

"O atestado de óbito traz traumatismo cranioencefálico causado por um objeto contundente. Entramos em contato com o médico legista e ele informou que ela tinha marcas no rosto e no pescoço", afirmou a delegada, ressaltando que há indícios fortes da autoria de Antônio Carlos.

Relato das testemunhas e histórico de violência

Sandra Justino foi encontrada morta dentro de sua casa, na Rua Alcino Ferreira da Paz, em Paulista, local onde morava há pouco tempo. O boletim de ocorrência registra que não foram encontrados objetos ou armas no local do crime, o que aumenta as suspeitas sobre a natureza violenta do ocorrido.

Micheline Lopes, amiga de Sandra há 25 anos, revelou que a massoterapeuta estava separada do ex-marido desde o início deste ano e havia relatado agressões anteriores, que motivaram o fim do relacionamento. Débora Almeida, filha mais velha da vítima, descreveu Antônio Carlos como uma pessoa agressiva, que xingava Sandra frequentemente e a monitorava de forma obsessiva.

"Ele já estava olhando ela pelas câmeras, todo mundo vendo a movimentação dele. Quando percebeu que ela saiu, pegou a Kombi e foi atrás dela. Ele tirou a vida da minha mãe", emocionou-se Débora, destacando o padrão de controle e violência do ex-marido.

Contexto do crime e prisão do suspeito

Antônio Carlos foi preso após denúncias anônimas encaminhadas à Delegacia de Santa Cruz do Capibaribe, também no Agreste de Pernambuco. A rápida ação policial permitiu a captura do suspeito, que agora aguarda as conclusões das investigações e a possível denúncia por feminicídio.

Sandra Justino deixa duas filhas, que agora enfrentam o luto e a busca por justiça. O caso reforça a urgência de combater a violência doméstica e proteger mulheres em situações de risco, um tema que continua a demandar atenção das autoridades e da sociedade como um todo.

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