Polícia investiga tortura de mulheres em abrigo para vítimas de violência doméstica na Bahia
Polícia investiga tortura em abrigo para vítimas na Bahia

Polícia Civil desencadeia operação contra tortura em abrigo para vítimas de violência doméstica na Bahia

Nesta segunda-feira, 23, a Polícia Civil da Bahia iniciou a Operação Elas por Elas, uma ação investigativa de grande impacto que visa combater suspeitas de tortura e outros crimes em uma instituição destinada à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. O foco das diligências é o município de Jequié, localizado na região sudoeste do estado, onde mandados de prisão temporária e de busca e apreensão estão sendo cumpridos com rigor.

Crimes investigados incluem tortura, peculato e lavagem de capitais

De acordo com as autoridades policiais, a investigação apura a prática de uma série de delitos graves, incluindo tortura, peculato (desvio de recursos públicos), estelionato e lavagem de capitais. As primeiras informações revelam um cenário alarmante: uma pessoa ligada à associação foi flagrada em um vídeo cometendo agressões físicas e psicológicas contra as acolhidas da instituição. Entre as vítimas está uma adolescente de 17 anos, o que agrava ainda mais a situação.

Indícios de irregularidades financeiras e violação de privacidade

Além das agressões, a polícia identificou fortes indícios de irregularidades financeiras na gestão do abrigo. Há suspeitas de desvio de recursos públicos e movimentações bancárias consideradas suspeitas, que estão sob escrutínio. Outro aspecto grave é a instalação de câmeras de monitoramento em ambientes privados da instituição, o que configura uma clara violação à intimidade das mulheres acolhidas, aumentando o trauma já vivido por elas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Medidas judiciais para proteger as vítimas e investigar a entidade

A Justiça baiana autorizou medidas cautelares significativas em resposta às denúncias. Entre elas, estão o afastamento cautelar da diretoria da entidade investigada, a nomeação de um interventor judicial para administrar provisoriamente a instituição e o acesso a informações internas. A decisão também prevê o encaminhamento das possíveis vítimas à rede de proteção social, com acompanhamento especializado para garantir seu bem-estar e segurança.

Esta operação destaca a importância de uma fiscalização rigorosa em instituições de acolhimento, especialmente aquelas que lidam com grupos vulneráveis, como mulheres vítimas de violência doméstica. A Polícia Civil reforça seu compromisso em apurar todos os fatos e levar os responsáveis à Justiça, assegurando que locais destinados à proteção não se tornem cenários de novos abusos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar