Policial militar de 40 anos preso por agredir companheira em Amélia Rodrigues
PM preso por agredir companheira na Bahia

Um policial militar de 40 anos foi preso em flagrante no último domingo (11), suspeito de cometer agressões contra sua companheira em Amélia Rodrigues, cidade localizada a 30 quilômetros de Feira de Santana, na Bahia.

Detalhes da ocorrência de violência doméstica

O caso de violência doméstica foi registrado por volta das 23 horas, na residência do casal, situada no bairro São Bento. Conforme informações da Polícia Militar da Bahia, as equipes foram acionadas após uma denúncia de agressão contra uma mulher.

Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a vítima, uma mulher de 35 anos, já na rua. Ela relatou aos policiais que foi agredida pelo companheiro, com quem mantém uma união estável, após uma discussão dentro de casa.

O suspeito, que é soldado da PM, se apresentou espontaneamente às autoridades. Em sua versão, ele afirmou que o episódio teria sido apenas um desentendimento de casal.

Relato da vítima e agressão testemunhada por crianças

Em depoimento ao g1, a companheira do policial militar contou que as agressões começaram depois que o casal retornou de um dia de praia. Ela detalhou que o parceiro estava sob efeito de álcool e chegou alterado, porque não queria deixar o local de lazer.

A situação se tornou ainda mais grave porque as duas filhas do casal, uma de 4 e outra de 14 anos, presenciaram toda a agressão. "Minhas filhas viram tudo. Pensei que ia morrer, porque fui enforcada pelas costas", desabafou a mulher, que precisou de atendimento médico e foi levada ao hospital da cidade.

Desfecho e posicionamento da corporação

O soldado teve sua arma de serviço recolhida e foi apresentado na Delegacia Territorial (DT) de Amélia Rodrigues. Posteriormente, ele foi encaminhado à Corregedoria Geral da Polícia Militar e ao Centro de Custódia Provisória (CCP), onde permanece à disposição da Justiça.

Em nota oficial, a Polícia Militar da Bahia informou que quaisquer envolvimentos de policiais militares em atos ilegais são apurados com isenção e rigor. A instituição afirmou que os processos seguem com respeito aos direitos e garantias fundamentais, como o contraditório e a ampla defesa.

A PM reafirmou seu compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa da vida, ressaltando que não coaduna com desvios de conduta de seus integrantes.