PM busca suspeito de feminicídio em Uberlândia; filho de 6 anos é encontrado após 24 horas
PM busca suspeito de feminicídio em Uberlândia; filho é encontrado

PM intensifica busca por suspeito de feminicídio no bairro Maravilha em Uberlândia

A Polícia Militar de Uberlândia segue em busca do principal suspeito do feminicídio de Ranielly Raissa Aparecida Silva, de 32 anos, ocorrido no bairro Maravilha. O ex-companheiro da vítima, Marcelo Rodrigues, continua foragido após cometer o crime na frente do filho do casal, de apenas 6 anos de idade.

Criança é encontrada e encaminhada ao Conselho Tutelar

O menino foi localizado cerca de 24 horas após o crime e imediatamente encaminhado ao Conselho Tutelar para as providências cabíveis. A informação foi confirmada pela Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (16). A corporação revelou que Marcelo havia fugido do local levando consigo a criança, complicando ainda mais as investigações iniciais.

Detalhes chocantes do crime presenciado pelo filho

Segundo relatos da Polícia Militar, uma equipe foi acionada após a filha de oito anos da vítima pedir ajuda a uma vizinha, informando que o ex-padrasto estava agredindo a mãe. Ao chegar ao local, os militares encontraram Ranielly já sem vida, com múltiplos cortes no pescoço.

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Imagens de câmeras de segurança obtidas pela PM mostram cenas devastadoras:

  • Por volta das 16h30, Marcelo chegou à casa da ex-companheira acompanhado do filho
  • O suspeito entrou na residência enquanto o menino permaneceu na calçada
  • Minutos depois, ele aparece agredindo violentamente Ranielly, jogando-a no chão e desferindo diversos golpes
  • A criança testemunhou toda a agressão antes de ser colocada no carro pelo pai, que fugiu em seguida

Histórico de violência doméstica e falhas no sistema de proteção

A vítima tinha um longo histórico de violência doméstica praticada por Marcelo desde 2022. De acordo com a sargento da PM, Flávia Cristina Misael, devido à reincidência e gravidade das denúncias, o caso chegou a ser acompanhado por uma equipe especializada em proteção à mulher.

"Como foram diversos os registros, então nós vimos a importância de acolher essa mulher, de apresentar a ela esse serviço e mostrar que ela não estava sozinha", explicou a sargento. "Só que, infelizmente, essa questão de quebrar esse ciclo é 50-50. Por não estar sozinha, ela deveria buscar esse apoio junto aos órgãos da rede e a gente ali por trás pra poder apoiar e incentivá-la."

O irmão de Ranielly revelou à polícia que o suspeito havia saído recentemente da prisão, onde estava detido por violência doméstica contra a mesma vítima. Segundo seu relato, o crime aconteceu exatamente no momento em que o menino seria devolvido à mãe após passar o fim de semana com o pai.

Perícia confirma brutalidade do crime

A perícia da Polícia Civil constatou diversos ferimentos no pescoço, rosto e mãos da vítima, confirmando a extrema violência do ataque. O corpo foi liberado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos necessários.

Vizinhos relataram que Ranielly havia confessado anteriormente que o ex-companheiro já a havia ameaçado de morte em outras ocasiões, indicando um padrão de comportamento violento que culminou na tragédia.

Sepultamento e investigações em andamento

O sepultamento de Ranielly ocorreu nesta segunda-feira, no Cemitério Bom Pastor, em Uberlândia, às 16h. Enquanto isso, as investigações continuam a todo vapor, com a Polícia Civil buscando mais informações sobre as condições em que a criança foi encontrada e intensificando a caçada ao suspeito.

A TV Integração e o g1 questionaram tanto a Polícia Civil quanto o Conselho Tutelar sobre atualizações do caso, mas ainda aguardam respostas oficiais. A comunidade do bairro Maravilha permanece em choque com a brutalidade do crime que tirou a vida de uma mãe diante dos próprios filhos.

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