Perícia confirma estupro de vulnerável em festa religiosa de Minas Gerais; suspeito de 18 anos preso
Perícia confirma estupro de menina de 11 anos em festa religiosa em MG

Após duas semanas de investigações detalhadas, o laudo pericial da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou, nesta quarta-feira (4), que uma menina de apenas 11 anos foi vítima de violência sexual durante uma festa religiosa na comunidade de Pedreiras, localizada na zona rural de Rio Paranaíba, no Alto Paranaíba. O caso, que chocou a região, teve o suspeito, um jovem de 18 anos cujo nome não foi divulgado, preso em flagrante no dia 18 de janeiro.

Detalhes da prisão e situação do suspeito

O indivíduo segue recolhido no Centro de Internação Provisória (CEIP) de menores infratores, em Araxá, enquanto aguarda definições sobre sua idade. Segundo o delegado responsável pelo caso, Guilherme Fonseca de Campos, o advogado do suspeito apresentou um pedido de habeas corpus, alegando que ele seria menor de idade e que houve um erro no registro civil.

Portanto, até que a idade seja confirmada por meio de documentação adequada, o suspeito permanece no CEIP para garantir que o processo siga corretamente e que a Justiça determine qual instância deve cuidar do caso. Com a conclusão da perícia, que forneceu evidências cruciais, o jovem passa a ser formalmente indiciado pelo crime e aguarda novas decisões do Poder Judiciário.

Versão do suspeito e contradições das testemunhas

Conforme relatado pelo delegado, testemunhas ouvidas durante as investigações desmentiram a versão apresentada pelo investigado, que afirmou não saber a idade da vítima e negou ter cometido qualquer tipo de violência. As provas colhidas ao longo das apurações permitiram esclarecer a dinâmica dos fatos e fundamentar o indiciamento pelo crime de estupro de vulnerável, um delito grave que envolve vítimas menores de 14 anos.

Relembre os acontecimentos do crime

O estupro de vulnerável ocorreu no domingo, dia 18, durante a festa de São Sebastião, um evento religioso tradicional na comunidade. De acordo com informações do Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM), o suspeito puxou a menina pelo braço, tampou a boca dela e, em seguida, a levou à força para um local escuro nos fundos da igreja da comunidade, onde a violência sexual foi perpetrada.

Após o crime, a criança procurou a mãe e contou o que havia acontecido, relatando dores e apresentando sangramento nas regiões íntimas. Testemunhas relataram ter visto o suspeito fugindo pelos fundos da igreja e entrando em um carro, que seguiu em direção à região de Catulés.

Ação policial e apreensões

Com base nas informações repassadas por populares, a PM identificou o possível autor e foi até a residência dele. No local, um homem autorizou a entrada dos militares, que encontraram o suspeito em um dos quartos do imóvel e efetuaram a prisão em flagrante. Durante as buscas, os policiais apreenderam roupas que, segundo o próprio suspeito, teriam sido usadas durante a festa e apresentavam manchas de sangue.

O veículo citado pelas testemunhas também foi localizado na garagem da casa, reforçando as evidências contra o acusado. Apesar das provas, o homem manteve sua versão, afirmando que conhecia a vítima, mas negou ter cometido qualquer tipo de violência.

Atendimento à vítima e alerta da polícia

A vítima recebeu atendimento médico imediato e apoio emocional, inclusive para seus familiares, sendo encaminhada ao Hospital Regional para acompanhamento especializado. Já o suspeito passou por avaliação médica e foi levado para a Delegacia da Polícia Civil de Patos de Minas, onde as investigações prosseguiram.

A Polícia Civil reforça que denúncias de crimes contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais, como o Disque 100 e o Disque 181, destacando a importância da colaboração da sociedade para combater tais violências.

Este caso serve como um alerta sobre a necessidade de vigilância em eventos comunitários e a urgência em proteger os mais vulneráveis. As autoridades continuam monitorando a situação enquanto aguardam os desdobramentos judiciais.