Pai detido após jogar mingau quente em filho de 6 anos em Cariacica, ES
Um homem de 40 anos foi preso na tarde deste domingo (15) após jogar uma caneca com mingau quente no filho de 6 anos, causando queimaduras graves na criança. O caso ocorreu em Cariacica, na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, e chocou a comunidade local.
Detalhes da agressão e internação da criança
De acordo com relatos da Polícia Militar, o pai afirmou ter agido "no calor da emoção", reconhecendo que cometeu um erro grave. A agressão aconteceu após o menino de 6 anos, sem perceber, prender o dedo do irmão mais novo, de apenas 1 ano, na porta do banheiro. Irritado com a situação, o homem gritou com a criança e arremessou o mingau fervente contra ela.
A criança foi levada imediatamente para o Pronto Atendimento (PA) de Alto Lage, onde os médicos constataram queimaduras graves em aproximadamente 10% do corpo, afetando partes do rosto, tórax e braços. A vítima permanecia internada até o fechamento desta reportagem, aguardando transferência para o Hospital Infantil de Vitória, onde receberá cuidados especializados.
Sequência dos fatos e ação policial
Os eventos começaram quando a mãe das crianças preparou mingau de fubá para o filho de 6 anos, enquanto o marido dormia no quarto. Ao acordar, o homem também foi comer o mingau. Foi nesse momento que o menino se levantou para ir ao banheiro e ocorreu o acidente com o irmão mais novo.
Uma equipe da Polícia Militar foi acionada e enviada até a residência da família após a agressão. No local, a mãe relatou os fatos às autoridades. O menino foi levado ao hospital por uma tia, e o médico que o atendeu confirmou a gravidade das lesões, informando que acionaria o Conselho Tutelar.
Encaminhamentos legais e preservação da identidade
O pai e a mãe das crianças foram encaminhados para a 4ª Delegacia Regional de Cariacica. A mulher foi ouvida e liberada, enquanto o agressor permaneceu detido. A Polícia Civil foi contactada para fornecer detalhes sobre a autuação do pai, mas não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
Os nomes dos envolvidos e o bairro de residência não estão sendo divulgados, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para preservar a identidade da vítima. O caso segue sob investigação, com possíveis medidas legais a serem tomadas contra o agressor.



