Mulher trans tem 80% do corpo queimada em ataque cruel em Curvelo; suspeito preso
Mulher trans queimada em Curvelo; suspeito preso por tentativa de homicídio

Mulher trans sofre ataque brutal com queimaduras de 80% do corpo em Curvelo

Um homem de 25 anos foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais nesta sexta-feira (10) sob suspeita de provocar um incêndio que deixou uma mulher trans com 80% do corpo queimado na cidade de Curvelo. O caso, que chocou a comunidade local, está sendo investigado como tentativa de homicídio com características de extrema crueldade.

Motivação por ciúmes e sentimento de posse

Segundo as investigações da PCMG, o suspeito teria agido "motivado por ciúmes e sentimento de posse" após o término de um relacionamento com o atual companheiro da vítima. O indivíduo invadiu a residência do casal e ateou fogo na mulher trans de 36 anos utilizando substância inflamável, em uma ação descrita pela polícia como meio cruel com potencial de causar intenso sofrimento físico.

A vítima permanece internada em estado gravíssimo em unidade hospitalar, enquanto o companheiro dela não sofreu ferimentos durante o ataque. O suspeito fugiu inicialmente do local, mas foi localizado e preso pela Polícia Civil durante diligências investigativas.

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Detalhes chocantes do ataque ocorrido em 7 de abril

O tenente Rodrigo Fonseca, da Polícia Militar, relatou que o ataque ocorreu no dia 7 de abril, quando o autor pulou o muro da residência e ateou fogo na cozinha da casa onde o casal dormia. Ao ouvirem o barulho, os dois saíram para verificar e encontraram o cômodo em chamas.

"Ao tentarem sair pela porta da cozinha, a vítima do sexo feminino escorregou, veio a cair ao solo e sujou suas vestes com álcool. Dessa forma, o corpo dela veio a pegar fogo", explicou o tenente. A mulher foi ao banheiro tentar apagar as chamas com água do chuveiro, mas o agressor jogou mais produto inflamável pela janela do banheiro, atingindo-a novamente.

A vítima conseguiu finalmente sair pela porta da casa e pulou na piscina para tentar extinguir as chamas que consumiam seu corpo. O companheiro identificou o autor do incêndio como seu ex-namorado, com quem havia mantido relacionamento por três anos, findado recentemente.

Histórico de ameaças e evidências encontradas

A Polícia Civil informou que a apuração identificou que o suspeito já havia realizado ameaças anteriores contra a vítima, indicando uma escalada de violência que culminou no crime brutal. Uma testemunha relatou à PM que o casal está junto há pouco mais de um mês e que o ex-namorado já havia ameaçado a mulher trans anteriormente.

Na cena do crime, os militares encontraram um galão no chão da cozinha que, segundo o morador, foi usado pelo suspeito para o ataque. O recipiente não foi consumido pelas chamas porque o fogo foi apagado com uma mangueira.

Condição crítica da vítima e posicionamento da defesa

No hospital, os policiais foram informados de que as lesões da vítima eram gravíssimas, exigindo sua transferência para outra unidade de saúde com capacidade para tratar queimaduras extensas. A família confirmou à Polícia Militar que a mulher sofreu queimaduras em 80% do corpo.

Por meio de nota, a defesa do investigado esclareceu que "o investigado é inocente, confiando que a verdade será devidamente comprovada no curso do processo". O caso segue sob investigação das autoridades policiais, que buscam consolidar as provas para apresentação ao Ministério Público.

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