Mulher é presa em Itaperuna por decepar dedos da mãe; polícia investiga insanidade mental
Mulher presa por decepar dedos da mãe em Itaperuna; polícia apura insanidade

Mulher é presa em flagrante por crime brutal contra a mãe em Itaperuna

A Polícia Civil realizou a prisão em flagrante de uma mulher nesta terça-feira (24) na cidade de Itaperuna, localizada na região Noroeste Fluminense do estado do Rio de Janeiro. A suspeita é acusada de um ato de extrema violência: decepar os dedos dos pés da própria mãe, configurando lesão corporal de natureza gravíssima. O caso está sendo rigorosamente apurado sob a ótica da violência doméstica, com a autoridade policial já tendo representado pela abertura de um incidente de insanidade mental referente à autora do crime.

Investigação descarta versões da suspeita e confirma isolamento no local

Durante as primeiras etapas da investigação, os agentes da polícia ouviram a versão apresentada pela suspeita, que chegou a afirmar que uma mulher residente na cidade de Macaé teria sido a responsável pelo crime hediondo. No entanto, essa alegação foi prontamente descartada após a análise minuciosa das imagens de câmeras de segurança instaladas em imóveis próximos à residência onde o fato ocorreu. As gravações demonstraram de forma categórica que apenas a suspeita e a vítima estavam presentes no local durante o período do incidente.

Além disso, a polícia também considerou incompatível a hipótese levantada pela vítima, que inicialmente relatou ter sofrido uma simples queda. Os peritos constataram que o padrão das lesões observadas nos pés da idosa não correspondia a um acidente doméstico, mas sim a um ato intencional de violência. A ação policial que resultou na prisão contou com o apoio fundamental de equipes do 29º Batalhão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e de agentes da 123ª Delegacia de Polícia de Macaé, todos coordenados pelo delegado titular Carlos Augusto Guimarães, da 143ª DP de Itaperuna.

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Delegado justifica pedido de insanidade mental com base em delírios da suspeita

O delegado Carlos Augusto Guimarães, responsável pela investigação na 143ª DP, forneceu explicações detalhadas sobre a decisão de representar pela abertura do incidente de insanidade mental da mulher presa. "A presa aqui em Itaperuna apresentava claros sinais de delírios, afirmando ver constantemente a figura da mulher que ela havia acusado injustamente. Esses relatos foram confirmados por testemunhas, incluindo vizinhos e outras pessoas da comunidade local", declarou o delegado.

Guimarães complementou: "Neste momento, aguardamos a conclusão dos laudos médico e policial, mas já representei pelo incidente de insanidade mental porque, visivelmente, ela não possui condições mínimas para prestar declarações coerentes ou sequer fornecer uma narrativa crível sobre os terríveis eventos que ocorreram". Durante as diligências, os investigadores não identificaram quaisquer indícios de entrada ou saída de terceiros na residência, reforçando a conclusão de que a suspeita agiu sozinha. A polícia também constatou que a mulher realizou uma limpeza minuciosa do local após o crime, possivelmente na tentativa de apagar evidências.

Polícia desmente alegações sobre motivações religiosas e pede colaboração

Em um desdobramento importante da investigação, agentes da 123ª DP de Macaé colheram o depoimento da mulher que havia sido injustamente apontada pela suspeita como autora do crime. O relato prestado pela cidadã de Macaé descartou completamente o álibi apresentado pela presa, que tentava atribuir a uma terceira pessoa a responsabilidade pelas agressões brutais. A suspeita havia sugerido que as motivações estariam ligadas a questões relacionadas ao Candomblé, alegação que não encontrou respaldo nas investigações.

A Polícia Civil informou que não detalhará outras linhas de investigação sobre as possíveis motivações por trás do caso enquanto os trabalhos periciais seguem em andamento. As autoridades reforçaram o apelo para que a população colabore com quaisquer informações que possam auxiliar no trabalho investigativo. Denúncias podem ser encaminhadas de forma sigilosa através do número de WhatsApp da 143ª DP de Itaperuna: (22) 98831-8027, com a garantia de total confidencialidade para os colaboradores.

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