Motorista de ônibus é preso por estupro de idosa de 71 anos dentro de coletivo no Rio
Motorista preso por estupro de idosa dentro de ônibus no Rio

Motorista de ônibus é preso por estupro de idosa dentro de coletivo no Centro do Rio

O motorista de ônibus Tecio Maciel Xavier foi preso neste sábado (28) por agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), suspeito de estuprar uma idosa de 71 anos dentro de um coletivo no Centro do Rio. A prisão ocorre seis dias após o crime, denunciado pela vítima na última terça-feira (24).

Detalhes do crime que chocou a cidade

Segundo a investigação, o estupro aconteceu na noite de domingo (22), em um ônibus da linha 383 (Realengo x Praça da República), operada pela empresa Sou Transportes. A idosa contou à polícia que saiu da casa da irmã, no Jacaré, e fez integração entre linhas até embarcar, por volta das 20h30, no coletivo que seguia para o Centro.

Ela entrou na Avenida Presidente Vargas e seguia para casa. De acordo com o relato, havia apenas mais um passageiro no ônibus, que desceu pouco depois. Durante o trajeto, o motorista teria iniciado uma conversa e dito que queria "falar com ela".

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Relato dramático da vítima

A vítima afirmou que pediu para descer na altura do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mas o motorista não atendeu ao pedido e seguiu viagem até outro ponto no Centro. Ainda segundo o depoimento, o motorista parou o ônibus, apagou as luzes do veículo, fechou as portas e cometeu o estupro.

"Eu falei: 'Me solta, meu marido está me esperando ali no posto de gasolina'. Ele acabou de fazer as coisas que ele fez, abriu o ônibus, e eu saí desesperada", relatou a idosa em seu depoimento à polícia.

Identificação e prisão do suspeito

A mulher procurou atendimento e esteve no Instituto Médico-Legal (IML) na segunda-feira (23). Ela reconheceu o motorista após ter acesso às imagens das câmeras de segurança do coletivo, enviadas pela empresa à polícia.

A Polícia Civil informou que, após a identificação, pediu a prisão do suspeito, que foi cumprida neste sábado. Em nota, a Sou Transportes afirmou que lamenta profundamente a denúncia, disse que está apurando os fatos e que permanece à disposição das autoridades.

"A empresa repudia veementemente qualquer tipo de violência, especialmente contra mulheres e idosos", declarou a empresa em comunicado oficial.

Histórico criminal do motorista

Investigadores apuraram que Tecio Maciel Xavier já havia sido indiciado por um crime de natureza sexual em 2019. Na ocasião, uma jovem de 20 anos denunciou que foi atacada dentro de um ônibus da empresa Paranapuã, na Ilha do Governador.

Segundo o relato, quando o último passageiro desceu, o motorista pediu que ela desembarcasse e retornasse ao veículo pela porta traseira. Ao entrar novamente, ele teria apagado as luzes, fechado as portas e pulado a catraca para abordá-la.

A jovem afirmou que ele tentou beijá-la, apalpou suas nádegas e disse que queria "transar com ela ali mesmo". Ela conseguiu sair do ônibus e procurou a polícia. O motorista foi reconhecido por foto na 37ª DP (Ilha do Governador) e indiciado por importunação sexual.

Andamento do processo anterior

O Ministério Público ofereceu denúncia pelo mesmo crime, e o processo tramita em segredo de Justiça. Não houve pedido de prisão à época. Ele assumiu o compromisso de comparecer periodicamente à 5ª Vara Criminal, mas, segundo apuração, deixou de se apresentar em janeiro deste ano.

A empresa Paranapuã informou, em nota, que o ex-funcionário foi desligado ao término do contrato de experiência e que não compactua com qualquer tipo de violência, permanecendo à disposição das autoridades.

Impacto e reações

O caso gerou grande repercussão na cidade do Rio de Janeiro, levantando questões sobre segurança no transporte público e a proteção de grupos vulneráveis. Autoridades policiais reforçaram a importância das denúncias e do acompanhamento de casos de violência sexual.

A delegacia especializada no atendimento à mulher continua investigando detalhes do caso mais recente, enquanto a vítima recebe apoio psicológico e jurídico para lidar com o trauma sofrido.

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