Mãe atacada a facão pelo filho presta depoimento e alega surto psicológico
Uma mulher de 51 anos, que foi brutalmente atacada pelo próprio filho, de 26, com um facão em São José do Rio Preto (SP), prestou depoimento nesta sexta-feira (24) na Delegacia de Defesa da Mulher. A vítima, que teve o braço esquerdo amputado na altura do cotovelo, chegou ao local acompanhada de seus advogados e optou por não se pronunciar diante da imprensa.
O crime ocorreu no dia 26 de fevereiro. Na ocasião, a mãe foi atingida nos braços e no pescoço, sendo abandonada ferida dentro da piscina da residência da família. O braço esquerdo foi amputado em 4 de abril, enquanto o braço direito, também ferido, passou por processo de recuperação. Para preservar a identidade da vítima, o nome do suspeito não foi divulgado.
Em entrevista à TV TEM, a delegada Mariana Alves Nascimento, responsável pelo caso, revelou detalhes do depoimento. Segundo ela, a mulher afirmou acreditar que o filho passava por problemas psicológicos. “Ela relatou um relacionamento, até então, de mãe e filho sem nenhuma agressividade que tenha chamado a atenção. Mas ela pontuou algumas questões relativas a alguns comportamentos que estavam sinalizando uma questão de saúde mental dele. Não há nada diagnosticado, mas é nesse sentido. Ela sinalizou isso e acredita que tenha sido nesse momento que ela fala que foi um surto, no qual ele praticou os atos”, finalizou a delegada.
O filho foi preso logo após o ataque. O g1 teve acesso com exclusividade ao depoimento do suspeito. À polícia, ele alegou que a briga foi motivada por a mãe ter retirado suas roupas do varal e por supostamente mentir sobre o custo de um procedimento estético.
Investigação e andamento do caso
A Polícia Civil já concluiu o inquérito sobre o caso. O suspeito permanece preso, e as autoridades aguardam os próximos passos da Justiça. A delegada destacou que a vítima está recebendo apoio psicológico e jurídico.
O caso chocou a cidade de São José do Rio Preto e reacendeu o debate sobre a violência doméstica e a saúde mental. A delegacia especializada segue acompanhando a situação para garantir a proteção da vítima.



