Filha relata brigas e pedidos de dinheiro de homem que matou companheira em Araraquara
Homem mata companheira em Araraquara após brigas e pedidos de dinheiro

Filha relata brigas e pedidos de dinheiro de homem que matou companheira em Araraquara

A morte de Denuzia Pereira de Castro, esfaqueada pelo companheiro enquanto trabalhava em um bolsão de descarte de materiais em Araraquara (SP), nesta quinta-feira (12), chocou moradores e trouxe à tona o relacionamento conturbado do casal. A filha da vítima, Edilma Pereira da Silva Mathias, afirmou que o suspeito destruiu a mãe aos poucos e constantemente pedia dinheiro.

Relacionamento marcado por conflitos e pressão financeira

Muito abalada, a manicure Edilma descreveu um relacionamento repleto de brigas. "Ele foi destruindo ela aos poucos, foi tirando tudo que ela tinha. Minha mãe não era mais a mesma pessoa", disse a jovem, emocionada. Segundo ela, a mãe havia passado pela casa dela horas antes do crime, preocupada com questões financeiras.

"Ela foi lá em casa e falou: 'Filha, vê se caiu a Bolsa Família, que eu tenho que pagar meu INSS e o outro [companheiro] tá enchendo o saco que quer dinheiro'. Eu olhei e tinha caído o dinheiro. Ela ia sair mais cedo para buscar, mas não deu tempo. Ele queria dinheiro", afirmou Edilma, destacando a pressão constante que a vítima sofria.

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Crime brutal e prisão do suspeito

Denuzia separava materiais de reciclagem perto de uma caçamba no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) quando foi atacada pelo companheiro na Avenida Jurandir Rios Garçoni. A vítima prestava serviço para a empresa Ecoares, concessionária responsável pelos serviços de limpeza pública de Araraquara. Após o crime, o suspeito jogou o corpo dela na caçamba de recicláveis.

O suspeito, Juliano Donizete Micelli, de 42 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar e o caso foi registrado como feminicídio. Ele foi localizado pela polícia saindo de uma área de mata e correndo com uma faca em direção à residência onde morava. Durante a abordagem, ele resistiu e avançou contra os policiais, o que exigiu o uso de força.

A polícia precisou fazer três disparos com arma de borracha e um de arma de choque até conseguir prendê-lo. Juliano foi levado para a Delegacia de Defesa da Mulher de Araraquara e vai passar por audiência de custódia. A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local, enquanto a defesa do suspeito não foi contatada até a última atualização desta reportagem.

Impacto na comunidade e investigações em andamento

O caso gerou comoção entre os moradores de Araraquara, que expressaram indignação com a violência. As autoridades reforçam a importância de denúncias em casos de violência doméstica, lembrando que o feminicídio é um crime grave com penas severas. A investigação continua para apurar todos os detalhes do ocorrido, incluindo a dinâmica do relacionamento e as circunstâncias que levaram ao crime.

Este trágico incidente serve como um alerta para a sociedade sobre os riscos da violência de gênero e a necessidade de apoio às vítimas. A família de Denuzia aguarda justiça enquanto lida com a perda irreparável.

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