Homem agride ex-companheira em Praia Grande; MP pede prisão preventiva
Homem agride ex em Praia Grande; MP pede prisão

Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que um homem de 31 anos agride a ex-companheira, de 29, com um soco no rosto, em frente ao local de trabalho dela, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) solicitou a prisão preventiva do suspeito, apontando uma 'escalada da violência' após o término do relacionamento, que incluía ameaças e perseguições.

Detalhes do caso

O incidente ocorreu no dia 12 de maio, na Avenida Presidente Costa e Silva, no bairro Boqueirão. A vítima, ao sair da padaria onde trabalha e pegar sua bicicleta para ir embora, foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ela tentou se afastar, mas foi segurada e agredida com um soco no rosto. O suspeito chegou a ser preso, mas foi liberado posteriormente.

Ação do Ministério Público

Na denúncia obtida nesta sexta-feira (22), o MP-SP destacou que o homem não aceitava o fim do relacionamento, que durou cerca de quatro meses. Segundo o documento, ele passou a procurar a vítima em sua residência e no trabalho, além de realizar ligações de diferentes números e enviar mensagens consideradas ameaçadoras. A agressão só foi interrompida porque pessoas que presenciaram o ato intervieram até a chegada da polícia.

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O Ministério Público enfatizou que o crime ocorreu 'em plena luz do dia', em via pública e em frente ao local de trabalho da vítima. De acordo com o laudo pericial, a mulher perdeu a consciência momentaneamente e sofreu lesões leves, incluindo uma sutura na cavidade oral e escoriações no cotovelo esquerdo.

Pedido de prisão preventiva

Ao solicitar a prisão preventiva, a promotoria argumentou que medidas cautelares e protetivas seriam insuficientes diante do comportamento do agressor. Foi mencionada uma 'escalada da violência' após o término, com perseguições, ameaças e agressões. O órgão também apontou que o investigado demonstrou desejo de vingança e que há risco de novas agressões, além da possibilidade de descumprimento de medidas judiciais. Além da prisão, o MP pediu que a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande investigue com urgência os relatos de ameaças e perseguições anteriores.

Defesa da vítima

O escritório Garcia Advogados, que representa a vítima, informou que acompanha o caso e reuniu conversas, prints e áudios com supostas ameaças de morte feitas pelo investigado. Segundo os advogados Matheus Tamada e Thyago Garcia, esses elementos não foram apresentados à polícia ou ao Judiciário durante a audiência de custódia, na qual o suspeito recebeu liberdade provisória com medidas cautelares, como afastamento e proibição de aproximação. A defesa protocolou um pedido de revogação da liberdade, alegando que o homem trabalha a menos de um quilômetro do local de trabalho da vítima, aumentando o temor e a insegurança dela.

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