Feminicídio na Paraíba: Família Revela Cicatrizes e Luta por Justiça Após Crime Brutal
Feminicídio na Paraíba: Família Fala Sobre Cicatrizes e Justiça

Feminicídio na Paraíba Deixa Cicatrizes Profundas na Família da Vítima

Cláudia Kell de Oliveira foi uma das mais de 30 vítimas de feminicídio registradas na Paraíba em 2025. O crime ocorreu em Itaporanga, no Sertão paraibano, quando Elson Felix de Souza, de 35 anos, assassinou a ex-esposa e também baleou a filha do casal, que na época tinha apenas 1 ano de idade. Em entrevista exclusiva à TV Paraíba, familiares da vítima abriram o coração sobre as marcas indeléveis que a tragédia deixou na estrutura familiar.

Histórico de Violência e Crime Brutal

Ruzivete Clemente, pai de Cláudia, revelou que Elson Felix já tinha um longo histórico de agressões contra a filha antes do feminicídio. "Ele judiava demais com ela, eu levei ela pra clínica, porque trincou costela, aconteceu tudo com ela. Outro dia, ele cortou o cabelo dela e colocou, com cola, no couro cabeludo", relatou o pai, visivelmente emocionado. O criminoso cometeu o assassinato apenas três dias após sair da prisão, onde já tinha cinco passagens por violência doméstica contra a mesma vítima.

Elson Felix de Souza foi identificado como integrante de uma facção criminosa do Vale do Piancó. Após o crime, ele fugiu para uma área de mata próxima a Itaporanga, onde foi localizado e preso em 1º de julho de 2025 com apoio do setor de inteligência da Polícia Civil. Atualmente, ele permanece na carceragem aguardando julgamento.

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Cuidados com as Crianças Órfãs

A filha baleada durante o feminicídio ficou dois meses internada no Hospital de Trauma de Campina Grande, recebendo cuidados intensivos antes de receber alta. Atualmente, a criança vive com a tia, Adriana Oliveira, irmã da vítima, que assumiu a guarda. "No momento de luto, eu fiquei no hospital, então quando eu saí, fui reviver aquela cena. Eu estava muito voltada para a criança, sofri muito porque perdi minha irmã", explicou Adriana, que ainda não conseguiu viver plenamente o luto pela irmã.

Além dessa criança, Cláudia deixou outros três filhos: dois meninos de 11 e 7 anos, e uma menina de 4 anos. As três crianças estão sendo criadas pelos avós, que se dedicam integralmente ao seu bem-estar. Jacó Pereira, cunhado da vítima, destacou o compromisso familiar: "Quando aconteceu o fato, a gente já pensou logo na criança, porque a gente queria prosseguir o trabalho da mãe dela. Nada mais justo do que abraçá-la".

Busca por Justiça e Reparação

A família aguarda ansiosamente o julgamento de Elson Felix, esperando que a justiça seja feita como forma de reparação pelo trauma vivido. Ruzivete Clemente foi enfático: "A Justiça foi feita e acho que deve cumprir bem para frente, porque não pode soltar aquele homem, um homem muito mau, não pode fazer uma coisa dessas, tão horrível que nem ele fez".

O caso de Cláudia Kell de Oliveira ilustra dramaticamente as consequências duradouras do feminicídio, que vão além da perda da vida da vítima, afetando profundamente crianças, pais, irmãos e toda a rede de apoio familiar. Enquanto a justiça segue seu curso, a família tenta reconstruir suas vidas em meio às cicatrizes emocionais e físicas deixadas pela violência.

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