Corretora assassinada por síndico é sepultada em Uberlândia após velório emocionante
Corretora assassinada por síndico é sepultada em Uberlândia

Corretora assassinada por síndico é sepultada em Uberlândia após velório emocionante

O corpo de Daiane Alves Souza, a corretora assassinada pelo síndico do prédio onde residia em Caldas Novas, no estado de Goiás, foi sepultado na tarde desta quarta-feira, dia 4. A cerimônia ocorreu no cemitério e crematório Parque dos Buritis, localizado em Uberlândia, cidade natal da vítima. O velório foi marcado por momentos de intensa comoção e homenagens à memória de Daiane.

Filha destaca importância da mãe e amiga

Durante o velório, Rafaela Alves, filha de Daiane com apenas 17 anos de idade, compartilhou palavras emocionadas sobre a figura materna. "Ela era extremamente importante para mim. Ela não só me transformou, mas também transformou todas as pessoas que estavam ao redor dela", afirmou a jovem. Rafaela ressaltou que, além de mãe, Daiane era uma grande amiga em quem sempre podia confiar.

"Ela já me ajudou muito e era o tipo de pessoa que conseguia transformar os ambientes em que chegava", completou. A filha expressou sua dor ao declarar: "Infelizmente, dói saber que uma pessoa tão boa assim não está mais entre nós", em um lamento que ecoou entre os presentes.

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Desaparecimento e descoberta do crime

Daiane Alves estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez no prédio onde morava, após descer ao subsolo. As investigações, apoiadas por informações da família da corretora, levaram a polícia até o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira. O acusado confessou o crime e indicou às autoridades onde havia abandonado o corpo da vítima.

O corpo de Daiane foi encontrado a aproximadamente 15 quilômetros de Caldas Novas, em um estado avançado de decomposição. Em seu depoimento, Cléber afirmou ter agido sozinho e relatou que o assassinato ocorreu após uma discussão entre os dois.

Histórico de perseguição e processos judiciais

O síndico Cléber Rosa de Oliveira foi denunciado pelo Ministério Público em 19 de janeiro por perseguição reiterada, conhecida como stalking, contra Daiane Alves. A investigação sobre esse crime já estava em curso antes do desaparecimento da corretora. Segundo as acusações do MP, entre fevereiro e novembro de 2025, Cléber teria cometido:

  • Agressões físicas e verbais
  • Monitoramento constante da vítima
  • Ameaças à integridade física e psicológica de Daiane

Existem 12 processos na justiça relacionados a Cléber e Daiane, datando desde o início dos conflitos em fevereiro de 2025. O Ministério Público alega que o síndico monitorava toda a movimentação de Daiane e de seus hóspedes através das câmeras do prédio, chegando a enviar imagens para a própria irmã. Conforme dados do Tribunal de Justiça de Goiás, os processos judiciais envolvem crimes como:

  1. Calúnia
  2. Difamação
  3. Lesão corporal contra Daiane

Este caso trágico evidencia a violência doméstica e urbana, com um desfecho fatal que chocou as comunidades de Caldas Novas e Uberlândia, destacando a necessidade de atenção a sinais de perseguição e conflitos em ambientes residenciais.

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