Condenação de 30 anos para homem que matou enteado carbonizado em São José do Rio Preto
Na noite desta quinta-feira (5), a Justiça de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, emitiu uma sentença severa contra José Ediberto Timóteo da Silva. O réu foi condenado a 30 anos de prisão pelo homicídio qualificado de seu enteado, Hiago Fiuza Maia, de 26 anos, ocorrido em setembro de 2022.
Detalhes do crime brutal
O trágico episódio aconteceu no dia 27 de setembro de 2022, na residência localizada no Jardim Maria Lúcia, onde a vítima residia com a mãe e o padrasto. Segundo as investigações do Ministério Público, José Ediberto tinha um histórico de desentendimentos com Hiago, o que culminou no plano fatal.
Na madrugada do crime, o acusado saiu de casa com um galão, dirigiu-se a um posto de combustível para adquirir gasolina e retornou ao local. Utilizando uma picareta, ele atingiu a cabeça de Hiago enquanto o jovem dormia, provocando seu desmaio. Em seguida, incendiou o quarto onde a vítima se encontrava, resultando em sua morte por carbonização.
Fuga e captura
Após cometer o crime, José Ediberto confessou a ação a um vizinho e fugiu do local utilizando uma bicicleta. Os bombeiros foram acionados e conseguiram controlar o incêndio com o auxílio de caminhões-pipa, mas encontraram o corpo de Hiago já carbonizado dentro do imóvel.
A polícia deu início a uma busca intensa, que resultou na prisão do acusado em Cruz, no Ceará, no dia 5 de setembro de 2023. Durante o depoimento, ele admitiu a autoria do crime e revelou ter passagens criminais anteriores por roubo.
Julgamento e condenação
O processo judicial enfrentou alguns percalços. Em outubro do ano passado, o júri de José Ediberto foi suspenso após seu advogado, nomeado pela Defensoria Pública, alegar sentir-se coagido e ameaçado por uma pessoa presente no plenário, abandonando o local em seguida.
Contudo, o julgamento foi retomado e, nesta quinta-feira, o réu recebeu a pena máxima pelo crime de homicídio duplamente qualificado. A qualificação se deu pelo emprego de fogo e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, agravantes que justificaram a severidade da sentença.
Contexto familiar
José Ediberto mantinha um relacionamento com a mãe de Hiago há mais de duas décadas, tendo participado ativamente da criação do jovem. Este aspecto torna o crime ainda mais chocante, evidenciando uma ruptura violenta nos laços familiares.
A defesa do condenado ainda não se manifestou publicamente sobre a sentença, e o g1 tenta estabelecer contato para obter um posicionamento oficial. A comunidade de São José do Rio Preto segue impactada pelo caso, que reforça a importância do combate à violência doméstica e a eficácia do sistema judiciário em punir crimes hediondos.



